Infantino garante presença do Irão no Mundial 2026
Apesar da incerteza gerada pela guerra entre os EUA e o Irão, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, confirmou que a seleção iraniana irá participar no Campeonato do Mundo de 2026, que se realiza nos Estados Unidos, Canadá e México. A garantia foi dada a 57 dias do início da competição, no evento Invest in America Forum, promovido pelo canal norte-americano CNBC, que teve lugar em Washington D.C..
«Eles vêm de certeza», afirmou Infantino, pondo fim às dúvidas sobre a presença da equipa, que tem três jogos da fase de grupos agendados em solo americano. A participação do Irão, uma das primeiras equipas a qualificar-se, estava em risco devido ao conflito político.
Recorde-se que, no mês passado, o Ministro do Desporto do Irão havia adotado uma posição intransigente. «Considerando que este regime corrupto assassinou o nosso líder, em nenhuma circunstância podemos participar no Campeonato do Mundo», afirmou. Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a equipa seria «bem-vinda», mas expressou reservas quanto à sua presença, sugerindo que «não seria apropriado que estivessem lá, pela sua própria vida e segurança».
«O desporto deve estar fora da política», sublinhou Infantino. «Claro que esperamos que, até lá, a situação seja pacífica, o que ajudaria definitivamente. Mas o Irão tem de vir. Eles representam o seu povo. Qualificaram-se. Os jogadores querem jogar», adicionou.
O líder da FIFA revelou ter visitado recentemente a seleção iraniana quando esta estagiou em Antalya, na Turquia, no passado mês de março, e que os jogadores lhe manifestaram o desejo de competir. «Não vivemos na lua, vivemos no planeta Terra, mas se mais ninguém acredita em construir pontes e em mantê-las intactas, bem, nós estamos a fazê-lo», acrescentou.
A Federação Iraniana de Futebol tinha solicitado à FIFA a transferência dos jogos para o México, um dos co-organizadores do torneio, mas o pedido foi recusado. Assim, o calendário do Irão mantém-se nos EUA, com jogos contra a Nova Zelândia (15 de junho) e a Bélgica (21 de junho) em Los Angeles, e contra o Egito (26 de junho) em Seattle. Um eventual avanço na competição implicaria mais jogos em território americano.
Questionado sobre o que seria um torneio bem-sucedido, o presidente da FIFA foi claro: «Uma vitória seria termos um Mundial de sucesso do ponto de vista da segurança, sem incidentes. E, do ponto de vista do futebol, grandes jogos e entusiasmo para as pessoas.»