Guardiola falou em conferência de imprensa antes do jogo com o Arsenal - Foto: IMAGO

Guardiola crítico: «Artes obscuras? Estamos no meio do caos e ninguém faz nada»

Espanhol desvalorizou a polémica das 'artes obscuras' na antevisão ao duelo entre Manchester City e Arsenal, focando-se na final da Taça da Liga e na luta por títulos

Pep Guardiola não se alongou em polémicas sobre as chamadas «artes obscuras» do Arsenal - apontando para a forma como os gunners utilizam o momento do pontapé de canto - e preferiu relativizar o tema na antevisão à final da Taça da Liga inglesa, deixando até uma reflexão mais ampla sobre o contexto atual do mundo.

«Quantas vezes me ouviram usar esse conceito sobre o Arsenal? Quando alguém faz algo assim, há árbitros. Os treinadores podem fazer o que quiserem, e os árbitros têm de o travar. Olhem para o que se passa no mundo. Estamos no meio do caos e ninguém faz nada. O mundo pode colapsar e estamos aqui a falar se uma equipa usa artes obscuras. Há coisas mais importantes.»

Focado no jogo de Wembley, o treinador do Manchester City destacou a importância de disputar mais uma final, sobretudo para os jogadores do plantel dos citizens que ainda não conquistaram títulos pelo clube: «Claro que é importante. Foi o primeiro título no nosso período aqui. Mas depois é preciso ver o que acontece a seguir. Podes ganhar um título e desaparecer. O objetivo é ganhar de três em três dias durante muito tempo.»

Sobre o impacto que uma eventual vitória poderá ter na luta pela Premier League, mostrou-se prudente: «Não sei. Claro que ajuda, mas podemos ganhar o título e depois correr mal na liga. Ou ao contrário. Com tão pouco tempo de recuperação, temos de saber esquecer e seguir em frente, nos bons e nos maus momentos.»

Por fim, comentou a decisão da Confederação Africana de Futebol de retirar o título da CAN ao Senegal e atribuí-lo a Marrocos: «É uma surpresa. Não tenho uma opinião concreta porque não conheço os motivos, mas parece que foi decidido nos bastidores. Isso acontece em todo o lado. O que vemos não é o que realmente se passa...»