Gozálbez foi ao Barbero e tirou a espuma na Font(án) (crónica)
Para fechar em beleza as festividades, em Arouca distribuíram-se almendras. Iván Barbero ofereceu a primeira, Jose Fontán levou a segunda e, como não há duas sem três, Pablo Gozálbez chegou mais tarde com a terceira. Foi assim que os amarelos da Serra da Freita deixaram os estorilistas com um sorriso… canarinho.
O conjunto da Linha entrou praticamente ganhar. Aos 3', Xeka festejou o primeiro golo na atual época (ao sexto jogo). João Carvalho foi lançado nas costas da defesa e, como é apanágio, recebeu o esférico com um domínio delicioso. O capitão serviu Xeka, que, de fora da área, ajeitou e disparou para dentro da baliza, fazendo o 1-0.
A vantagem da turma do Sul não duraria muito. Aos 12', Iván Barbero foi negligente em frente à baliza, falhando aquilo a que se chama um golo cantado. Contudo, o ponta de lança logo se redimiu com um tento, no minuto seguinte. Joel Robles falhou um passe na construção, os anfitriões recuperaram a bola e, a novo passe de Djouahra, o espanhol não vacilou.
Os arouquenses animaram e pegaram no jogo. Apesar disso, foram os forasteiros a voltar a chegar à vantagem (32'), por intermédio do suspeito do costume… Begraoui. Depois de receber um cruzamento pela esquerda de André Lacximicant, o melhor marcador dos canarinhos, dentro de área (à direita), fuzilou as redes defendidas por De Arruabarrena.
O golo fez bem ao canarinhos e o domínio do jogo voltou a ser deles. No entanto, no derradeiro lance do primeiro tempo, Jose Fontán voltou a empatar o encontro. Djouahra bateu o livre (ainda longe da área) para Iván Barbero, que serviu o compatriota, ao lado, para fazer o 2-2 de cabeça.
A etapa complementar trouxe menos almendras, mas mais objetividade, da qual o Arouca foi o principal beneficiário. Pablo Gozálbez quis juntar-se aos seus colegas espanhóis e inscreveu o nome na lista dos marcadores, num lance de laboratório. Tiago Esgaio fez um lançamento longo para a área e o espanhol atirou a contar para dentro da baliza, de cabeça.
O Estoril tentou, como pôde, reverter o resultado. Os do distrito de Aveiro, por seu turno, souberam sofrer e gozaram de um momento de felicidade esdrúxula no último lance da partida. Num livre, Tiago Esgaio foi ao chão. Na ressaca da jogada, à entrada da área, Orellana rematou forte e a bola, que levava selo de golo, bateu no capitão arouquense, salvando, desta feita, os três pontos.
As notas dos jogadores do Arouca (4x2x3x1): De Arruabarrena (4); Tiago Esgaio (6), Javi Sánchez (5), Jose Fontán (6) e Bas Kuipers (5); Espen van Ee (5) e Taichi Fukui (5), Pablo Gozálbez (5), Lee Hyunju (6) e Djouahra (7); Barbero (8); Puche (5), Pedro Santos (5), Brian Mansilla (5), Mateo Flores (-) e Fally Mayulu (-)
As notas dos jogadores do Estoril (4x3x3): Joel Robles (3); Ricard Sánchez (5), Bacher (4), Tsoungui (4) e Pedro Amaral (5); Jandro Orellana (5), Xeka (6), Holsgrove (5); André Lacximicant (6), Begraoui (6) e João Carvalho (6); Pedro Carvalho (5), Pizzi (5), Alejandro Marqués (5) e Peixinho (5)
Vasco Seabra (treinador do Arouca)
Temos um caráter muito grande. A equipa não abana. Podemos cair, mas levantamo-nos e vamos atrás. Somos uma equipa muito unida. Na primeira parte, tivemos mais dificuldades em ter a bola e ligação. Na segunda, mudámos o jogo por mérito próprio. Resultado justo.
Ian Cathro (treinador do Estoril)
O primeiro golo do Arouca é uma prenda nossa. Até ao segundo golo deles, tirando esse erro, fizemos um jogo com muita qualidade, contra uma boa equipa. Depois desse lance, não conseguimos recuperar emocionalmente. Sofremos golos por erros que normalmente controlamos.