O selecionador nacional, Francisco Neto - Foto: Estela Silva / Lusa
O selecionador nacional, Francisco Neto - Foto: Estela Silva / Lusa

Francisco Neto: «Temos algumas métricas que nos comparam com as melhores do mundo»

Na antevisão ao jogo com a Eslováquia, o selecionador nacional não poupou nos elogios à sua equipa. Carole Costa poderá tornar-se a mais internacional de sempre, mas afirma que o «objetivo de estar no Mundial» é mais importante

Francisco Neto e Carole Costa fizeram, esta sexta-feira, a antevisão ao jogo contra à Eslováquia, sábado às 16h, em Barcelos. A capitã das navegadoras, atualmente empatada com a lesionada Ana Borges em jogos pela seleção, deverá tornar-se a mais internacional de sempre, passando a somar 188 partidas com as cinco quinas ao peito.

O selecionador nacional salientou o «número muito bonito», mas sem esquecer Ana Borges. «Não tenho dúvidas de que a Carole teria todo o prazer de atingir o marco com a Ana em campo», disse, merecendo concordância da defesa, que havia afirmado antes que mais importante do que o «número» individual é a «vitória da equipa e o objetivo de estar no Mundial».

Caso jogue, Carole Costa cumprirá a 188 partida pela seleção e tornar-se-á a mais internacional de sempre - Foto: FPF
Caso jogue, Carole Costa cumprirá a 188 partida pela seleção e tornar-se-á a mais internacional de sempre - Foto: FPF

As navegadoras arrancaram a maninhada rumo ao Brasil (2027) com uma vitória diante a Finlândia (2-0), na terça-feira. No entanto, este sábado o jogo será diferente, explicou a jogadora: «Achamos que a Eslováquia é capaz de fechar mais linhas, de compactar mais as linhas e de levar o jogo para os duelos físicos. Vamos ter de estar no nosso melhor nível para conseguir controlar isso, tendo bola a maior parte do tempo.»

Empáticos com a Eslováquia

Francisco Neto referiu que a equipa tem de melhorar, precisamente, a questão dos duelos físicos, o que considera ter falhado no jogo contra a Finlândia. O adversário agora é, todavia, a Eslováquia e, sobre a número 51 no ranking, o mister lembrou a história de Portugal: «Temos o lado do ranking [22.º lugar] do nosso lado, mas também sabemos que, durante muitos anos, estivemos abaixo das outras e nunca foi isso que nos impediu de chegar às fases finais. Olhamos sempre com respeito para as equipas abaixo de nós, porque sabemos e já vivemos o que elas estão a viver: é uma equipa em crescimento, mas que tem a sua ambição.»

O treinador, que vai no 12.º ano à frente da seleção, lembrou que a Eslováquia é uma equipa «bastante equilibrada, que sofre muito poucos golos». Mas, sobre solidez defensiva, também as navegadoras estão em grande, depois de terem mantido a baliza a zeros no último encontro. «Fomos consistentes. Lembro-me de muito poucas vezes em que a Finlândia se tenha instalado no nosso meio-campo, tenha conseguido ter muita troca de bola no meio de nós. Não permitimos e isso para mim é muito importante», enalteceu.

«Se conseguirmos ter uma rápida e agressiva reação à perda, se dermos passos em frente no momento de perda, se conseguimos recuperar o maior número de bolas possível no meio-campo adversário, vamos estar sempre mais protegidos atrás. Esta é a nossa identidade, é o nosso ADN. Temos de estar muito atentos e sabemos que não sofrendo golo estamos mais perto da vitória», acrescentou Francisco Neto.

Francisco Neto elogiou o seu conjunto, afirmando que há aspetos em que já está entre os melhores do mundo: «Temos métricas defensivas e de transição muito próximas do padrão máximo internacional. É este tipo de atitude e de comportamentos que queremos no jogo.»

Há confiança no seio da seleção e, por isso, Carole Costa não se ensaiou e anunciou o favoritismo: «Temos que assumir isso, somos a equipa favorita. O jogo contra a Finlândia correu-nos bem e vamos tentar trazer essa energia para este. Temos um objetivo que já partilhámos com todos: queremos estar no Mundial estamos a trabalhar para isso. Este estágio tem corrido muito bem, refletimos todos em conjunto, elevámos os padrões e as coisas estão a correr pelo caminho que queremos.»