Jaden Umeh na derrota do Benfica com o Club Brugge — Foto: SL Benfica
Jaden Umeh na derrota do Benfica com o Club Brugge — Foto: SL Benfica

Fornada de luxo do Benfica volta para casa sem sonho

Equipa de Anísio Cabral, Banjaqui, José Neto, Gonçalo Oliveira e Gonçalo Moreira não resistiu ao Club Brugge e caiu na meia-final da Youth League (1-3)

O Benfica perdeu esta sexta-feira com o Club Brugge, por 1-3, na meia-final da Youth League, na Suíça, e deixou escapar a possibilidade de chegar à 5.ª final e à segunda vitória na competição. Mais: as águias nem sequer têm neste momento garantida a presença na edição do próximo no, algo que estaria certo com a conquista da prova.

A equipa sub-19 das águias entrou, até, muito bem, pressionante, ofensiva, mas também perdulária, desperdiçando ocasiões por Gonçalo Moreira, Miguel Figueiredo e Umeh. A partir dos 30 minutos, o Club Brugge reagiu e mostrou finalmente a sua qualidade, ameaçando a baliza benfiquista.

O golo chegaria ao minuto 37', de penálti, por Goemaere, depois de falta de Miguel Figueiredo sobre Jensen. O capitão do Club Brugge atirou, Diogo Ferreira defendeu, mas corrigiu na recarga. Os belgas justificavam nesta fase a vantagem e o Benfica parecia perdido em campo e a precisar de intervalo. Não obstante, no último suspiro da primeira parte Gonçalo Oliveira atirou de cabeça à trave. E como seria justo o empate.

O Benfica voltou a entrar bem na segunda parte, voltou a aproximar-se da baliza belga, mas sem a força da primeira parte. O Club Brugge, também na posse de muito talento, transformou sofrimento em prazer e de um lance de perigo do Benfica, aos 57', fez o 0-2. Garcia recuperou a bola ainda no meio-campo defensivo, rompeu a equipa encarnada e disparou com qualidade para um golaço! E a vantagem começava a ser confortável.

O Benfica sentia-se então perdido e o Club Brugge explicava o motivo de estar nas meias-finais. Num canto estudado, bem trabalhado, enganou as águias e Musuayi faz o 3-0, ao minuto 67. O jogo quase acabou ali. E dizemos quase, porque em cima do apito final um autogolo de Verlinden deu esperança à águia (1-3), que depois, no tudo ou nada, ainda pediu penálti e quase celebrou também por Gonçalo Moreira.

Derrota dolorosa, mas merecida: depois da meia-hora inicial, o Club Brugge mostrou ser equipa mais adulta e poderosa.