FIFA acusa agora UEFA de «assédio» contra Infantino
A FIFA acusou novamente a UEFA de mover uma «campanha de desinformação» e de tentar interferir na corrida às eleições presidenciais do organismo que tutela o futebol mundial. Em documentos judiciais agora submetidos, citados pela BBC, a federação internacional classificou ainda a postura da entidade europeia como sendo de «má-fé e com o objetivo de assédio».
A tomada de posição surgiu na sequência da ação interposta pela UEFA nos Estados Unidos, no mês passado, a solicitar a divulgação de provas e documentos por parte da FIFA, com o aviso de que poderia avançar com uma queixa-crime na Suíça. Na base do diferendo está o projeto entretanto arquivado FIFA Forward Enterprise (FFE), através do qual a Uefa acusou o presidente Gianni Infantino de «gestão danosa criminosa» e de promover «um preço fraudulentamente fora do mercado para benefício próprio».
Na contestação apresentada no tribunal do Distrito Sul da Florida contra a moção da UEFA, a FIFA declarou que os documentos submetidos pelo organismo europeu contêm «inúmeras declarações falsas ou enganosas sobre a Fifa e Infantino». O organismo que rege o futebol mundial frisou ainda: «Sem qualquer fundamento, a UEFA sugere que o Sr. Infantino procurou lucrar pessoalmente com a proposta da FFE. As insinuações da UEFA de que o Sr. Infantino violou qualquer lei ou princípio ético são categoricamente destituídas de mérito.»
A Fifa considerou também o requerimento da Uefa «farsicamente excessivo», sublinhando que «jurisdições confrontadas com pedidos semelhantes rejeitaram terminantemente tais pretensões». «A UEFA age com o objetivo de assediar e não por qualquer necessidade legítima de realizar diligências de investigação», acusa a FIFA, censurando a entidade que tutela o futebol europeu por estar a agir «de má-fé».
O polémico plano FFE visava a alienação de participações no Campeonato do Mundo e noutras competições a investidores privados, o que desencadeou uma forte onda de contestação e apelos à demissão do presidente da Fifa. Infantino, que foi eleito pela primeira vez em 2016, defendeu que o projeto tinha como único intuito angariar receitas adicionais para a modalidade.
Gianni Infantino prepara-se para concorrer a um quarto mandato em março de 2027, sendo que os opositores dispõem de prazo até ao dia 18 de novembro para apresentar uma candidatura alternativa.
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