Carlos Barroca no Pavilhão Municipal de Albufeira      Fotografia A BOLA
Carlos Barroca no Pavilhão Municipal de Albufeira Fotografia A BOLA

Festa do Basquetebol: quando não levaram Barroca à seleção e quiseram que fosse árbitro. O prazer do basquete em campanha

O maior torneio do basquetebol de formação do país já decorre em Albufeira, onde também estão várias figuras da modalidade, incluindo os dois candidatos que, dentro de pouco mais de duas semanas, vão a votos para presidente da federação. Conversámos com um sobre o que significa este evento e memórias da juventude

Com o arranque dos jogos da 18.ª Festa do Basquetebol Juvenil esta quinta-feira, disputaram-se 64 partidas nos sete pavilhões espalhados por Albufeira. São muitas as figuras ligadas à modalidade que vão aparecendo nos recintos: alguns porque estão a trabalhar; outros porque, tendo sido jogadores e treinadores, têm agora filhos ou netos entre as 18 seleções distritais de sub-14 e sub-16; ou, simplesmente, porque são apaixonados pelo basquetebol.

Entre essas caras mais conhecidas está Carlos Barroca. Certamente um apaixonado pela modalidade, antigo treinador e jogador, é também candidato a presidente da federação nas eleições de 25 de abril, onde defrontará João Carvalho, atual secretário-geral da FPB, que também marca presença na Festa.

Por isso, a primeira questão — provocadora — não podia deixar de ser se Barroca estava na Festa do Basquetebol em campanha ou a saborear a paixão pelo basquete, até porque já havia estado no Algarve na edição passada. «Estive no ano passado e em anos anteriores. E um dos meus filhos, pelo menos o Francisco, esteve aqui há vários anos em representação da Madeira. Isto são os Jogos Olímpicos da juventude, porque há jovens que têm como objetivo, este ano, querer ir à seleção para ir aos Jogos. Portanto, isto é um momento altíssimo», começou por referir.

«Mas, para mim, é tudo isso misturado. Ver basquete é bom. Ver amigos é bom — e estão cá muitos amigos. Falar sobre coisas oportunas relativas ao basquetebol é bom também. E, obviamente, não vou dizer que estou em campanha, porque essa é feita em cada momento, em cada atitude, em cada relação com os órgãos de comunicação social e em cada aperto de mão», afirmou.

«Isto não é propriamente uma campanha de votos ou de likes nas redes sociais. É é uma campanha de 61 votantes que vão votar e decidir o futuro da federação. Nessa matéria, diria que é mais uma responsabilidade individual daquilo que pretendem que seja melhor para o basquetebol. E isso não sou eu que controlo; é cada uma das pessoas», completou.

Questionado se, ao ver o seu filho a jogar neste torneio, que envolve 862 jovens basquetebolistas, pensou que deveria ter existido algo semelhante na sua idade, Barroca recordou: «Havia outras coisas na minha idade, existiam jogos diferentes. Lembro-me de quando cheguei a Portugal e de não ter participado nos encontros semelhantes que existiam em Tomar, em representação da seleção de Lisboa, porque fui punido por ser bom jogador. Eu já jogava em juvenis e juniores e, por essa razão, não fui convocado para a seleção de juvenis. Fiquei muito desapontado».

«Claro que queria ter participado, mas depois o prémio que me deram foi: ‘não vais à seleção, mas vais a um outro campeonato apitar jogos’. Só que o que eu gostava era mesmo de jogar, não queria ser árbitro. Mas penso que isto é ótimo para os jovens».

«Nós, adultos, precisamos de ter referências e ter visão. Para os mais novos, é ótimo que tenham esta visão no seu crescimento, que é ter o objetivo de representar a sua seleção distrital. É o princípio do orgulho de, quem sabe, mais tarde representar a Seleção Nacional, o País. É bom ter este elemento que valoriza claramente a ambição dos nossos jogadores jovens», concluiu.