Ex-mulher de Maradona em tribunal: «Assassino! Matou o pai do meu filho»
Depois do depoimento da filha Gianinna na semana passada, foi a vez de a ex-mulher de Maradona, Veronica Ojeda, prestar declarações no tribunal de San Isidro, em Buenos Aires, no âmbito do julgamento dos sete arguidos acusados de homicídio por negligência do antigo internacional argentino.
Entre raiva e lágrimas, a antiga companheira de el pibe não poupou o neurocirurgião Leopoldo Luque, responsável pelo acompanhamento do craque argentino.
«É um assassino! O Diego amava-o e até lhe deu uma mota. Não percebo como ele pôde fazer isto», declarou.
«Ele e a psiquiatra Agustina Cosachov convenceram-nos a levar o Diego para casa e a disponibilizar todo o equipamento necessário. Tento ser respeitosa, mas ele matou o pai do meu filho!», revoltou-se Ojeda.
Em concordância com o testemunho de Gianinna, a ex-mulher de Maradona reiterou que «aquela casa não era adequada para cuidados domiciliários»: «Não havia eletrodomésticos, nem sequer se podia lavar! No quarto do Diego só havia um bacio, extremamente sujo e com um cheiro nauseabundo, insuportável.»
Veronica Ojeda apresentou então ao tribunal uma gravação completa, com mais de uma hora, do encontro entre a equipa médica de Luque e a família de Maradona, no qual se decidiu que Diego não seria hospitalizado após uma complicada cirurgia à cabeça para remover um hematoma e que seria tratado por um neurocirurgião na vivenda na cidade de Ezeiza — os juízes decidirão se incluirão no processo as novas provas apresentadas
Foi nesse local que o campeão mundial de 1986 acabou por morrer a 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, vítima de crise cardiorrespiratória associada a edema pulmonar.
Os sete arguidos estão acusados de homicídio com dolo eventual — crime que pode ser punido com oito a 25 anos de prisão —, por alegadamente terem cometido atos negligentes que terão levado à morte do antigo jogador.