Avançado grego fez a antevisão ao encontro com o Real Madrid

«Ele está disposto a morrer pelo Benfica e por Mourinho»

Apostolos Mastranestis conhece Pavlidis como ninguém e garante a motivação do avançado do Benfica

Chama-se Apostolos Mastranestis e é o mentor de Pavlidis. Alguém que o conhece desde os 11 anos e que desde então se tornou seu confidente, psicólogo e treinador pessoal.

Em visita a Lisboa, onde vem muitas vezes para estar com o avançado que considera como filho, o homem que o jogador do Benfica conheceu na Salónica natal, falou à BTV sobre o avançado que marcou 58 golos desde que chegou às águias.

Mastranestis garante que o internacional grego de 27 anos está a cumprir um sonho e que está disposto a dar tudo pela camisola encarnada.

«O Benfica é um clube maravilhoso para o Vangelis, é o sonho de uma vida. Quando soube do interesse do Benfica, ele disse-me: 'temos de ir para este clube'. Ele ama o Benfica, o staff, as pessoas, o treinador. O seu sonho dele é ser campeão pelo Benfica. E gosta muito de Lisboa, que é uma cidade parecida com Salónica. As pessoas aqui adoram-no, são muito calorosas», elogia.

O mentor do grego nota ainda que Pavlidis está mais motivado do que nunca por ter a oportunidade de trabalhar com Mourinho, que já antes tinha tentado levá-lo para a Roma.

«Ele tem uma excelente relação com o treinador, adora-o, conhece o interesse que o treinador já tinha tido nele e está disposto a morrer pelo treinador e pelo Benfica. Especialmente este ano, porque ele quer ser bem-sucedido e ganhar títulos», assegura.

Pavlidis e José Mourinho, ponta de lança e treinador do Benfica - Foto Imago
Pavlidis e José Mourinho, ponta de lança e treinador do Benfica - Foto Imago

Apostolos Mastranestis contou ainda como conheceu o agora amigo e como o trabalhou a pedido, visto que Pavlidis nem era o mais talentoso dos jogadores, como ainda tinha tendência para ser gordinho.

«Conheço-o desde que ele tinha quatro ou cinco anos. Ele foi à Academia onde eu era treinador, era muito novo, mas queria jogar futebol. Era um rapazinho gordo, mas tinha muito entusiasmo no treino e desfrutava imenso. Gostava mesmo muito. Depois, a partir dos 11 ou 12 anos, ele começou a fazer treino individual comigo, porque queria muito melhorar por ele. Até que aos 16 transferiu-se para o Bochum, da Alemanha», relata, sobre o menino que nunca mais largou.

«Desde essa altura, aos cinco anos dele, a minha família e a dele criaram uma amizade para a vida. Ele tornou-se também parte da minha família. Não é apenas um amigo ou ex-atleta, é família. Ele confia muito em mim. Já me disse: ‘se me mandar saltar do 4.º andar, eu salto. Porque sei que será para melhorar a minha capacidade de salto e não para me suicidar’. Ele é maluco! Mas eu adoro-o como aos meus filhos», atira sorridente.

A relação entre os dois mantém-se intocável, mesmo com muitos quilómetros a separá-los durante grande parte do ano. Ao ponto de falarem todos os dias.

«Nos dias mais difíceis, quando não marca, tento fazê-lo ver o quanto ele trabalha para a equipa. Ele corre muito. Mesmo nesses dias em que não marca é muito importante para a equipa. Tenho a certeza de que ele quer marcar muitos, muitos golos, mas nem sempre é possível. Por isso, nessas alturas tento convencê-lo do quão é importante para a equipa».

Mastranestis relatou ainda um episódio que mostra a «loucura» e amor ao futebol que tem Pavlidis.

«Quando já estava no Bochum, com 16 ou 17 anos, foi passar um fim de semana a Salónica e foi ver um jogo da equipa da academia. Ao intervalo, estávamos a perder 2-0 e ele disse-me: ‘Eu quero jogar!’. Eu disse-lhe que ele era maluco. ‘O que seria se te lesionasses?’ Mas ao intervalo, ele foi buscar um equipamento de um colega, jogou, marcou três golos e ganhámos 3-2. É louco, tem grande motivação e adora tudo no futebol», finalizou.