É iraquiano mas foi buscar o nome a um antigo jogador do Benfica
A vida de Sher, internacional pelo Iraque e médio do Sarpsborg, da Noruega, foi tudo menos linear. Nasceu em solo iraquiano, em Kirkuk, mas deixou o país-natal aos quatro anos para rumar à Suécia com os pais.
Foi precisamente o pai que criou a ligação do centrocampista ao futebol, desde o momento em que nasceu. Apaixonado pelo desporto-rei, o progenitor do futebolista batizou-o com o nome do jogador favorito: Aimar, o mágico argentino que representou o Benfica entre 2008 e 2013. «Em 2002, o ano em que nasci, o Pablo Aimar era um dos melhores jogadores do mundo e o favorito do meu pai. Foi quando o Valência ganhou o campeonato. O meu pai convenceu a minha mãe a dar-me esse nome. É uma história engraçada para se ter», disse, em entrevista à FIFA.
Não é justo comparar a carreira dos dois. Afinal, como disse o iraquiano, o argentino é «o ídolo de Messi, não é um jogador pequeno». Mas o talento também está presente em Sher, que, aos 16 anos, tornou-se no mais jovem de sempre a jogar pelo Hammarby.
A qualidade valeu-lhe uma transferência para o Spezia, clube pelo qual viveu o momento mais difícil da carreira, até rescindir e ficar quatro meses sem clube. Um período de adversidade, mas que Aimar Sher não lamenta. Antes pelo contrário: «Foi uma excelente lição, porque o futebol é mesmo assim, tem altos e baixos. Cresci imenso, não só como futebolista mas também como ser humano.»
Aos 23 anos, já foi seis vezes internacional pelo país onde nasceu, um sonho que tinha mesmo tendo sido internacional jovem pela Suécia. E quem sabe se não enfrentará mesmo a Argentina, que tem como treinador-adjunto... Pablo Aimar.
Este artigo partiu do perfil de Aimar Sher que A BOLA publicou no âmbito da Guardian Experts’ Network, uma rede de troca de conteúdos liderada pelo conceituado jornal inglês, e que inclui meios de comunicação social de vários países representados no torneio.