De perfeito desconhecido a melhor marcador da Ligue 1: a vida de Panichelli deu uma grande volta
O Estrasburgo chegou ao intervalo empatado a um golo na visita ao Nantes. Gary O'Neil promoveu a entrada de Joaquín Panichelli no início da segunda parte e, depois de os anfitriões fazerem o 1-2, o avançado argentino apontou dois golos para dar a vitória à equipa. A festa do avançado de 23 anos apareceu duas vezes nesta partida e mais 14 no campeonato francês. É o melhor marcador da Ligue 1 e chama cada vez mais por um lugar nas escolhas de Lionel Scaloni para o Mundial 2026.
Da segunda espanhola ao topo de França
Joaquín Panichelli, que fez formação no River Plate, chegou à Europa em 2022, para reforçar o Alavés, da LaLiga. Depois de duas épocas em que somou apenas 12 jogos, sem qualquer golo a destacar, foi emprestado em 2024/25 ao Mirandés, da segunda divisão espanhola.
No escalão inferior... explodiu. Apontou 20 golos na segunda liga, da qual foi o segundo melhor marcador, só atrás de Luis Suárez, agora avançado do Sporting, que fez 27. As boas prestações do argentino valeram a atenção do Estrasburgo, que desembolsou 17 milhões de euros para o contratar.
Em França, num escalão de maior exigência, deu continuidade ao período de excelência que havia iniciado no início da temporada passada. Já apontou 20 golos em 39 jogos, 16 deles em 28 partidas do campeonato francês. Com os dois golos ao Nantes ultrapassou Greenwood na lista de maiores artilheiros da competição e o Estrasburgo não vive sem ele: segundo a imprensa francesa, o emblema terá recusado uma proposta de 50 milhões de euros pelo avançado no passado inverno.
Arma para a revalidação?
As prestações de Panichelli não passaram despercebidas a Lionel Scaloni, selecionador da Argentina, que deu ao avançado a primeira internacionalização em novembro passado, na vitória por 2-0 no particular frente à seleção de Angola. Ficou de fora das primeiras opções do técnico na concentração de março, mas foi chamado na passada sexta-feira. Respondeu com dois golos decisivos e será certamente uma das dores de cabeça que o técnico terá no momento de decidir quais serão os eleitos para atacar a revalidação do Campeonato do Mundo, no próximo verão.