João Ferreira (Toyota Hilux) baixou da 15.ª para a 17.ª posição após a etapa 4 do Dakar 2026
João Ferreira (Toyota Hilux) baixou da 15.ª para a 17.ª posição após a etapa 4 do Dakar 2026

Dakar: João Ferreira atrasado pelo pó na etapa-maratona

Português da Toyota foi 17.º na quarta etapa, prejudicado pela posição na estrada, a meia-hora do vencedor, o sul-africano Henk Lategan. O vencedor da edição de 2025 atrasou-se irremediavelmente

Os pilotos portugueses atrasaram-se na quarta etapa do Rally Dakar, primeira parte da etapa-maratona, que teve 417 quilómetros cronometrados percorridos em redor de Alula, na Arábia Saudita, esta quarta-feira.

João Ferreira (Toyota Hilux) sentiu muitos problemas com o pó levantado por outros concorrentes e terminou no 17.º lugar, a 30.50 minutos do vencedor. «A posição de partida acabou por condicionar bastante o que era possível fazer hoje. Apanhámos tráfego desde cedo e, nestas condições, não havia grande margem para arriscar mais sem comprometer o essencial. Demos o nosso melhor dentro do contexto que a etapa nos apresentou e a prioridade passou por evitar situações que pudessem ter consequências mais sérias, como aconteceu a pilotos de referência, incluindo o vencedor do Dakar 2025», explicou o piloto leiriense, aludindo ao saudita Yazeed Al-Rajhi (Toyota Hilux), vencedor em 2025, não ter terminado a etapa, devido a problemas mecânicos. O piloto poderá retomar a corrida na quinta-feira, na segunda parte da etapa-maratona, mas sem hipóteses de lutar pelo pódio.

O sul-africano Henk Lategan (Toyota Hilux) venceu a etapa e ascendeu à liderança da classificação geral, batendo o qatari Nasser Al-Attiyah (Dacia Sandrider) por 7.03 minutos, o polaco Marek Goczal (Toyota Hilux) por 14.15.

Na geral, Henk Lategan lidera, com 3.55 minutos de vantagem sobre Nasser Al-Attiyah, com João Ferreira, a descer ao 15.º para o 17.º lugar, a 36.53, e Maria Gameiro (Mini) o 67.º, depois de ter sido 75.ª a 1:26.17 horas do vencedor. 

Nas motos, Martim Ventura (Honda) viu as aspirações de lutar pela vitória na categoria de Rally 2 esfumarem-se devido a um problema mecânico com a corrente da sua moto. O piloto luso perdeu mais de duas horas e terminou em 68.º, a 2:05.13 horas do vencedor, o espanhol Tosha Schareina (Honda), que bateu o norte-americano Ricky Brabec (Honda) por seis segundos.

«Logo no início da especial, o Martim bateu numa pedra e isso fez com que tivesse de rodar com especial precaução para chegar ao acampamento da etapa maratona. O objetivo é chegar amanhã à assistência, em Hail», explicou o diretor desportivo da Honda, o português Ruben Faria.

Bruno Santos (Husqvarna) foi 21.º, Pedro Pinheiro (Husqvarna) o 42.º e Nuno Silva o 77.º.

Na geral, Schareina é o novo líder, com o mesmo tempo de Ricky Brabec, mas com a vantagem de ter ganho a etapa, e entre os portugueses, Bruno Santos é, agora, 19.º, seguido de Martim Ventura, em 20.º, enquanto Pedro Pinheiro é 46.º e Nuno Silva 77.º.

Nos SSV, o pódio voltou a ser dominado por portugueses. O norte-americano Brock Heger (Polaris) venceu, batendo o português João Monteiro (Can-Am) por 16.02 minutos e João Dias (Polaris) por 16.40.

Alexandre Pinto (Polaris RZR) terminou em sétimo, a 23.48 minutos, com Hélder Rodrigues (Polaris) em 17.º. Gonçalo Guerreiro (Polaris) foi quem teve mais dificuldades. Depois de duas etapas entre os primeiros, terminou em 19.º, já a 1:13.07 horas. Bruno Martins (Polaris) terminou em 24.º.

Na geral, Brock Heger lidera, agora com 31.31 minutos de vantagem sobre o francês Xavier de Soultrait (Polaris), que é segundo, com o português Alexandre Pinto em terceiro, a 47.56.

João Monteiro é o quinto classificado, com Gonçalo Guerreiro a descer de segundo ao sétimo lugar, com João Dias em 10.º. Hélder Rodrigues é 20.º e Bruno Martins em 35.º.

Quinta-feira disputa-se a quinta etapa, segunda parte da etapa maratona, entre Al-Ula e Hail, com 371 quilómetros cronometrados para os carros e 356 para as motos.