Ricardo Claro tinha 50 anos - Foto: D.R.
Ricardo Claro tinha 50 anos - Foto: D.R.

Corpo de empresário desaparecido encontrado em Loulé com sinais de «morte violenta»

Polícia Judiciária emitiu comunicado sobre o desaparecimento de Ricardo Claro

O corpo de Ricardo Claro, gestor de um restaurante de luxo em Vale do Lobo, foi localizado pela Polícia Judiciária (PJ) na manhã desta quinta-feira, quase três semanas após o seu desaparecimento a 13 de março. O cadáver do empresário, de 50 anos, encontrava-se num terreno baldio na zona de Esteval, em Loulé.

Em comunicado, a PJ, que contou com o apoio da GNR, confirmou a existência de «fortes indícios de morte violenta» após a inspeção ao local. O corpo, que se encontrava manietado e em avançado estado de decomposição, apresentava sinais de violência extrema. Será agora submetido a autópsia no Gabinete de Medicina Legal.

As autoridades acreditam que a morte terá ocorrido no mesmo dia do desaparecimento, mas o corpo terá sido transportado para o local onde foi encontrado. A descoberta foi possível através do rastreamento de telemóveis e localizações celulares que indicavam aquela área.

A investigação aponta para um cenário de rapto e roubo. Ricardo Claro terá sido vítima de uma emboscada junto à sua residência na Penha, em Faro, no passado dia 13 de março. Os suspeitos terão utilizado o seu cartão bancário nas imediações, assaltado a sua casa e, posteriormente, o restaurante Well, em Vale do Lobo, de onde levaram centenas de euros do cofre.

As câmaras de vigilância do restaurante captaram um dos suspeitos por volta das 23h20. Mais tarde, o carro da vítima foi abandonado em Olhão às 00h50, e o seu telemóvel deixou de emitir sinal dois minutos depois. A PJ suspeita que o corpo foi abandonado antes de o veículo ter sido deixado em Olhão, embora o local exato do homicídio permaneça por apurar.

No âmbito deste caso, um homem de 39 anos, ex-funcionário do restaurante Well que vivia num carro em Faro, encontra-se em prisão preventiva. Em tribunal, terá admitido ter conhecimento do plano e participado no mesmo, alegando que a intenção era apenas sequestrar e roubar. Está indiciado pelos crimes de sequestro agravado, roubo agravado e abuso de cartão agravado, suspeitando-se que tenha fornecido informações sobre as rotinas da vítima.

As autoridades procuram ainda outros dois suspeitos que terão fugido para o Brasil. Um deles, também ex-funcionário do estabelecimento, terá sido identificado através das imagens de videovigilância. A investigação, tutelada pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Faro, prossegue para o total esclarecimento dos factos.