Stadio Giuseppe Sinigaglia é a casa do Como, da Serie A (Foto: Como 1907)
Stadio Giuseppe Sinigaglia é a casa do Como, da Serie A (Foto: Como 1907)

Como pronuncia-se sobre o jogo na Austrália: «É uma questão de sobrevivência»

Equipa italiana não se opõe à longa deslocação para o encontro frente ao Milan

O Como declarou que o jogo contra o Milan na Austrália é crucial para a «sobrevivência» da Serie A. A UEFA deu luz verde para que o encontro se realize em Perth no próximo mês de fevereiro, tal como o Barcelona e o Villarreal jogarão nos EUA em dezembro. O Como, em comunicado, afirmou que «por vezes são necessários sacrifícios», apontando para o grande fosso financeiro entre a Serie A e a Premier League.

«Compreendemos que esta viagem exige que sacrifiquemos a conveniência, o conforto e a rotina. Mas alguns sacrifícios são necessários, não para benefício individual, mas para o crescimento e até para a sobrevivência da própria liga», considerou o clube.

O Como salienta que o último contrato de direitos televisivos da Premier League inglesa ultrapassou os 3,5 mil milhões de euros por época, enquanto a Serie A arrecada 900 milhões de euros por ano. «Temos de nos questionar honestamente como reter os nossos melhores jogadores, construir equipas competitivas e atrair a elite para a Serie A», acrescentou o Como.

«Não se trata de ganância, a maioria das equipas em Itália não lucra. É uma questão de assegurar a sobrevivência e de garantir que o campeonato se mantém competitivo, respeitado e valorizado. O nosso objetivo é claro. Queremos restaurar a glória da Serie A dos anos 90, quando o futebol italiano era o mais visto, o mais respeitado e o mais amado do mundo», é a posição do Como. O clube anunciou que convidará 50 adeptos para acompanhar a equipa à Austrália.

«Juntos, mostraremos ao mundo o que o futebol italiano representa: um legado, coração e esperança para o futuro. Juntos, teremos sucesso. Juntos, cresceremos. Juntos, sobreviveremos», escreveu ainda o clube italiano.

O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, insiste que a decisão de aprovar os jogos no estrangeiro é «excecional» e não constitui um precedente. No entanto, sublinhou, em reunião dos clubes de futebol europeus em Roma, que o afastamento do desporto das suas raízes locais pode quebrar o futebol. O plano exige também a aprovação final da FIFA, com o presidente Gianni Infantino a alertar que os jogos em casa do outro lado do oceano podem ser um «grande risco».