Delegação no Cerro Chapecoense, local da tragédia de 2016 na Colômbia - foto Alessandra Seidel/ACF/Instagram/Chapecoense
Delegação no Cerro Chapecoense, local da tragédia de 2016 na Colômbia - foto Alessandra Seidel/ACF/Instagram/Chapecoense
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Chapecoense regressa ao local de tragédia aérea 10 anos depois

A comitiva do clube brasileiro visitou Medellín, na Colômbia, para uma série de homenagens que incluíram um jogo contra o Atlético Nacional

Quase uma década após o acidente aéreo que marcou a história do desporto mundial, o Chapecoense regressou esta sexta-feira ao local da tragédia. Na madrugada de 29 de novembro de 2016, o avião que transportava a equipa para a final da Taça Sul-Americana despenhou-se numa montanha em Cerro Gordo, na cidade colombiana de La Unión.

A delegação atual viajou para a Colômbia para participar em várias homenagens que assinalam os 10 anos do acidente, que vitimou 71 das 77 pessoas a bordo. Entre os presentes estava o ex-defesa Neto, um dos seis sobreviventes, que acompanhou o grupo.

No local, agora conhecido como «Cerro Chapecoense», Neto reencontrou um dos voluntários que participou no seu resgate. «Primeiro foi inacreditável, porque ele [o socorrista] mostrou-me uma foto de quando me trouxe por aqui, depois de me socorrer. Eu fui o último a ser encontrado, cerca de seis a oito horas depois», relatou o sobrevivente à reportagem do Globoesporte.

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O local do acidente foi transformado num memorial chamado «Campeões do Céu», com fotografias e homenagens às vítimas. Para Neto, a visita trouxe muitas recordações. «Um filme na cabeça, quando olhei para aquelas fotos e lembrei-me de tantas coisas boas que passámos. Só temos de estar aqui e desfrutar, aproveitar o tempo que Deus nos permitiu permanecer aqui e trazer algo de bom para a humanidade enquanto ainda vivemos», afirmou.

Após a cerimónia, os jogadores fizeram uma oração no ponto exato da queda do avião, num momento de silêncio que foi quebrado por aplausos. Alex Passos, presidente da Chapecoense, destacou a importância do regresso: «Para nós da Chapecoense é um motivo de muito orgulho, muita alegria poder vir aqui, poder relembrar. É uma homenagem às pessoas que se foram. Celebrar esta amizade que temos com o povo colombiano e principalmente com o pessoal aqui de La Unión e Medellín».

A programação das homenagens incluiu um jogo amigável no Estádio Atanasio Girardot, em Medellín. O «Jogo da Amizade Eterna» colocou frente a frente a Chapecoense e o Atlético Nacional, as duas equipas que deveriam ter disputado a final da Taça Sul-Americana em 2016. Recorde-se que, após o acidente, a final foi cancelada e o clube brasileiro foi declarado campeão.

No acidente aéreo, apenas seis pessoas sobreviveram: Alan Ruschel (jogador); Jakson Follmann (jogador); Neto (jogador); Rafael Henzel (jornalista); Ximena Suárez (comissária de bordo) e Erwin Tumiri (técnico de aviação).

O empate prevaleceu. Yago Felipe marcou para a equipa brasileira na cobrança de um livre direto, mas, no minuto seguinte, Benítez restabeleceu a igualdade para o Atlético Nacional.

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