Carlos Vicens: «Queríamos ganhar o jogo e não ter sofrido»
Carlos Vicens ficou satisfeito com o comportamento da sua equipa e apenas lamentou a desatenção às saídas rápidas do Betis, sendo que uma delas resultou no lance do penálti.
«Queríamos ganhar o jogo e não ter sofrido o golo, mas saio contente com a exibição dos jogadores. Tentámos dar soluções à equipa, ao alterar elementos do meio-campo e ao colocar o Fran Navarro, sendo que criámos algumas ocasiões para fazer o segundo. Devíamos ter estado mais atentos ao contra-ataque, pois foi assim que acabámos por conceder o penálti.»
Lukas Hornicek realizou uma bela exibição e o técnico mostrou-se muito feliz pelo desenvolvimento de mais um jogador jovem.
«Temos falado durante a época sobre o crescimento do Hornicek e da grande temporada que está a fazer. É um jovem humilde que procura aprender, é um orgulho ver este crescimento», elogiou o treinador espanhol que abordou as lesões de Niakaté e Diego Rodrigues.
«Vamos ter de ver, o Niakaté foi um desconforto e o Diego Rodrigues sofreu uma entrada dura, procurámos que recuperasse em campo, mas não foi possível. Para a segunda mão temos de esperar, sabemos que temos uma personalidade e identidade bem vincadas, temos de ir mostrar aquilo que é o SC Braga e fazer de tudo para estarmos nas meias-finais.»
Depois da derrota forasteira nos oitavos de final, Vicens referiu que quem não acreditasse na reviravolta podia ficar em casa, mas este caso é diferente.
«Nos ‘oitavos’ foi diferente, pois na Hungria não vimos o mesmo que hoje e por isso se exigia algo mais da equipa. O Betis vai dar a sua melhor versão, com certeza, e temos de ir a um nível muito alto para procurarmos passar a eliminatória», explicou o timoneiro dos arsenalistas que deu a receita para a segunda mão.
«Tinha referido que os detalhes iam ser decisivos neste encontro e houve momentos distintos neste jogo, em que na primeira parte houve mais bola do Betis e depois de ter falado com os jogadores ao intervalo estiveram mais tranquilos, porém sem criar tanto e acabámos por ser surpreendidos no contra-ataque. Parte do que se pode passar em Sevilha é melhorar o acerto.»
O treinador, de 43 anos, também transmitiu aquilo que pretendia ao ter lançado João Moutinho para o lugar de Diego.
«Optámos por colocar o João Moutinho, porque tem uma qualidade de passe muito boa, tal como quando colocámos o Fran Navarro, podíamos encontrar uma situação de último passe. Se tivéssemos mais frescura em alguns jogadores, as capacidades do João Moutinho podiam ter sido melhor aproveitadas. Agora temos de recuperar os jogadores, primeiro para a partida com o Arouca e depois, então, para a segunda mão desta eliminatória.»