Carlos Vicens, treinador do SC Braga, quer a sua equipa com máxima energia para defrontar o Fafe. Foto: EPA/SEBASTIEN NOGIER
Carlos Vicens, treinador do SC Braga, quer a sua equipa com máxima energia para defrontar o Fafe. Foto: EPA/SEBASTIEN NOGIER

Carlos Vicens: «Não nos podemos deixar surpreender»

Treinador dos guerreiros do Minho apontou aos perigos que podem surgir na deslocação ao reduto do Fafe; técnico espanhol acredita que a equipa já ultrapassou o dissabor da derrota na final da Allianz Cup e vai estar preparada para um jogo decisivo

O SC Braga defronta, esta quarta-feira (18.45 horas), o Fafe nos quartos de final da Taça de Portugal e Carlos Vicens deixou o alerta em relação a um adversário que apesar de atuar na Liga 3 tem bons princípios de jogo.

«O Fafe é uma equipa intensa, forte no seu estádio e que tem uma forma de jogar bem definida que a identifica. Não é o típico de uma divisão inferior que apenas luta, pois tem ideias bem implementadas, consegue alterar o ritmo e chegar com muita gente à área adversária. Não nos podemos deixar surpreender por estes factos e temos de estar preparados para isso, temos de ter intensidade, sermos competitivos, estarmos todos juntos para fazermos as coisas muito bem.»

Os guerreiros do Minho vêm de uma derrota na final da Allianz Cup frente ao rival V. Guimarães, mas o técnico espanhol revelou que o plantel já ultrapassou esse dissabor e vai estar pronto para mais uma partida decisiva.

«A equipa saiu triste e afetada, frustrada por não ter conseguido a vitória na final da Taça da Liga. Mas é o que é, pois é uma final, a equipa começou a partida de forma brilhante e depois foram-se sucedendo os acontecimentos. No balneário, após o final do jogo, falei sobre a importância de utilizarem o domingo para estarem com a família e lamberem as feridas, para que pudessem chegar aqui com a energia renovada, pois temos mais um jogo que é mais uma final, uns quartos de final e temos de chegar com a equipa inteira. Ao finalizar o treino de ontem já vi caras melhores, são seres humanos e obviamente que as coisas os afetam. Estou convencido de que amanhã a equipa vai dar a cara, ser competitiva e fazer de tudo para passar a eliminatória», confessou o treinador, de 42 anos, que não olha para a prova rainha como uma espécie de tábua de salvação.

«O próximo jogo é sempre o mais importante, ainda falta toda a 2.ª volta e amanhã os quartos de final da Taça de Portugal que são muito importantes, pois uma vitória permite disputar uma meia-final. Na Taça da Liga atingimos a final e não conseguimos rubricar a conquista. É mais uma partida em poucos dias e o que podemos controlar é o presente, como o treino de hoje, que vai ser mais curto e amanhã é o jogo mais importante da temporada e quando terminar, o Tondela passará a ser o mais importante. Tem de ser para que pouco a pouco possa haver evolução.»

Sikou Niakaté já está junto dos companheiros de equipa, depois de ter estado com a seleção do Mali na CAN, porém continua em dúvida para este encontro, devido a problemas físicos.

«Niakaté incorporou-se na concentração, antes da final, e já fez o primeiro treino, introduzimos de forma gradual e ainda temos de ver como o seu corpo reagiu. Não tivemos o jogador connosco durante algum tempo e por isso temos de ir com cautela, analisando a cada dia como está.»