Luís Castro, treinador português do Grêmio
Luís Castro, treinador português do Grêmio - Foto: IMAGO

Luís Castro empata, ouve assobios e admite preocupação

Weverton, guarda-redes do Grêmio, defendeu um penálti frente ao Bahia e a equipa jogou em superioridade numérica na segunda parte, mas não conseguiu desfazer nulo

O Grêmio empatou com o Remo (0-0) na noite de domingo, em partida a contar para a 10.ª jornada do Brasileirão, em Porto Alegre, aumentando para três a série de jogos sem ganhar do conjunto de Luís Castro. A equipa não conseguiu capitalizar a superioridade numérica na segunda parte e saiu de campo sob os assobios dos adeptos.

O grande destaque do encontro foi o guarda-redes Weverton, que se revelou intransponível. A sua exibição foi crucial para manter o nulo, especialmente na primeira parte, quando o Remo dispôs das melhores oportunidades para marcar: aos 3 minutos, com uma dupla defesa, negou o golo a Yago Pikachu e a Taliari (na recarga).

A equipa da casa só assustou aos 34', com um remate de Amuzu à trave, no entanto, momentos depois, o golo voltou a pairar na baliza de Weverton: Pikachu foi derrubado na área por Zortea, e a árbitra Edina Alves Batista, após consultar o VAR, assinalou penálti. Alef Manga rematou rasteiro, mas o guardião adivinhou o lado e parou o disparo dos 11 metros.

No segundo tempo, o Remo continuou a pressionar, por Taliari (54') e Pikachu (60'), e só abrandou com a expulsão de Pikachu (68'), por segundo amarelo. Em superioridade numérica, o Grêmio intensificou a pressão, Amuzu esteve perto de marcar, assim como Carlos Vinícius, mas sem sucesso.

Após o jogo, Luís Castro lamentou o resultado. «Houve instabilidade no primeiro tempo. Nunca conseguimos encontrar-nos e o jogo ficou marcado por uma primeira parte muito aquém dos nossos objetivos. Deixámos o Remo tomar conta do jogo na primeira parte. Na segunda, ficámos com o jogo controlado, mas não conseguimos definir bem. Fica a tristeza por não atingir o nosso objetivo, que era conquistar os três pontos. É uma marca difícil de digerir, mas tem a ver com a primeira parte», sublinhou.

«Temos de ganhar, fundamentalmente em casa. Se me diz que é preocupante não ganhar contra o Remo, a preocupação é ter jogado mal. Se empatássemos, mas tivemos jogado bem, teria uma base. Não é o empate, mas como foi. Já saí preocupado mesmo com vitórias. O resultado nunca mascarará nada», reforçou.