Ivan Baptista, treinador do Benfica - Foto: Miguel Nunes
Ivan Baptista, treinador do Benfica - Foto: Miguel Nunes
Adicione A BOLA às suas preferências do Google

Benfica defronta gigante: «Os adeptos não vão dar a noite por perdida»

Organização, cooperação, conforto e audácia são palavras de ordem para receção ao Bayern. Ivan Baptista vinca «ambição» encarnada após início com o pé direito

O Benfica parte para a segunda jornada da Liga dos Campeões galvanizado pelo triunfo na estreia na casa da Juventus, há uma semana. Segue-se novo adversário de peso, esta quarta-feira, em pleno Estádio da Luz. Ivan Baptista antecipou mais uma partida complicada diante do Bayern, penta campeã em título. Mas não há que ter medo.

Principais diferenças entre Juventus e Bayern

«Vamos encontrar uma equipa do Bayern substancialmente diferente da Juventus. Uma equipa também muito ofensiva, mas com um estilo de jogo, totalmente diferente, muito mais agressiva no ataque à última linha e a chegar a zonas de finalização e de cruzamento. Uma equipa também muito mais forte nas bolas paradas ofensivas e defensivas, do que era a Juventus, E isso requer naturalmente um tipo de estratégia, adaptação e opções diferentes daquelas que tivemos diante da Juventus.

Peso de lances de bola parada

«Os três golos que fizemos a semana passada foram de bola parada, um deles foi invalidado. Mas para conseguir esses lances de bola parada, tivemos de chegar ao último terço e a zonas de penalização. A equipa, inclusive, muito perto do final teve também uma grande oportunidade de bola corrida para fazer golo. Felizmente, temos temos conseguido ter este volume ofensivo. Requer também algum cuidado defensivo, reconhecemos essa força ao adversário, no último jogo marcaram os dois golos de bola parada, uma equipa realmente muito agressiva nesse momento. Nós felizmente temos sido muito competentes desde o início da época, quer no momento defensivo, quer no momento ofensivo. É algo em que nós insistimos e trabalhamos muito porque é um dos momentos em que os adversários mais apostam para nos conseguir agredir a nível doméstico e nós temos de ter uma organização muito forte aí. Não é nada que estejamos a trabalhar apenas e só para este jogo. Certamente que carece a nossa atenção e o nosso cuidado, mas é uma continuidade de trabalho que já vem de de há dois meses para cá. Estamos preparados. e também prontos para conseguirmos criar esse desconforto ao adversário também nesses momentos.»

Bayern jogou há três dias, Benfica teve 'semana limpa'...

«Amanhã vamos a perceber se é uma vantagem ou não. Gosto de ser factual. No último jogo acabou por ser uma vantagem o facto da Juventus ter menos tempo de recuperação porque conseguimos fazer um bom jogo nos primeiros 60/65 minutos, que nos permitiu chegar então às partes mais críticas do jogo e sentir uma quebra no adversário. Mas passa muito por até onde é e como é que conseguimos levar o jogo. O Bayern não vai sentir qualquer debilidade física nos primeiros 45 minutos. A verdade é que jogou há três dias [2-1 na casa do M'Gladbach], mas rodou praticamente a equipa toda, na uma primeira eliminatória da Taça da Alemanha. Às vezes jogar três em três dias não é necessariamente uma desvantagem porque a equipa está num ritmo competitivo muito grande e até é melhor do que ter muitos dias para pensar ou treinar. É algo que que pode ou não ter impacto. Acho que só terá impacto se nós formos competentes no nosso jogo. Se nós conseguimos ser competentes no nosso jogo como queremos ser, poderá mais à frente ter esse impacto.

Condição física de Ana Borges

«Neste momento, a Ana Borges está disponível do ponto de vista clínico para ser convocado. É uma decisão meramente técnica.»

Crescimento em relação à época passada

«Compreendo a questão porque de facto, com apenas uma jornada disputada, já fizemos melhor do que o que fizemos durante toda a campanha do ano passado do ponto de vista pontual, mas também não posso ser ingrato na análise que tenho que fazer à prestação que o grupo de trabalho teve no ano passado na na Liga dos Campeões. Foi um sorteio bastante complicado. Defrontámos no ano passado o Arsenal, campeã europeia em título, Barcelona, que se sagrou campeã europeia no final do ano, fizemos jogos de um nível altíssimo. Neste estádio contra a campeã europeia permitimos apenas dois remates à baliza, infelizmente fizeram os dois golos a partir daí. Mas isso demonstra um bocadinho aquilo que foi a competência da equipa. Claro que a este nível pagam-se caro alguns erros, isso não retira o facto de não termos conseguido os nossos objetivos. Este ano começámos bem, mas ainda não ganhámos nada além da supertaça. Tudo o resto que temos feito tem sido um bom trabalho, tem-nos dado boas sensações e e boas perspectivas para o futuro, mas é apenas e só o início. Os três pontos que conquistámos contra a Juventus são importantes, mas queremos já dar seguimento no jogo de amanhã contra o Bayern. É um bocadinho a isso que nos temos de agarrar, ao trabalho que temos feito e às boas sensações temos alcançado. O objetivo na Liga dos Campeões está muito muito bem definido, sabendo que vamos ter de ir ultrapassando estes estes adversários. O plano para amanhã é muito simples. Nós não podemos encarar o jogo de forma diferente daquela como encarámos a Juventus. A Juventus também era favorita e uma grande equipa , mas fomos a Turim para jogar o nosso jogo sempre que possível e para lutar com todos os pontos que estavam em disputa. E amanhã não será diferente disso, respeitando muito o adversário, não querendo ser arrogante ao ponto de dizer que o adversário não tem qualidade. Claro que tem qualidade, seria parvo da minha parte dizer o contrário, mas a verdade é que este grupo tem uma confiança tal que vai entrar amanhã para disputar todos os pontos. Se isso depois será suficiente ou não, serão elas dentro do campo que terão de dar esa resposta, mas na nossa ambição ninguém mexe.

Vitória em Turim eleva a fasquia?

«Vai ser difícil em diferentes perspectiva. É muito difícil tirar a bola à Juventus, é uma equipa muito trabalhada nesse nessa perspectiva. O Bayern é uma equipa muito mais objetiva, vertical, agressiva e que vai exigir de nós coisas diferentes. Enquanto que se calhar a semana passada exigiu muita paciência para não nos precipitarmos para não abrirmos os tais espaços que a Juventus queria, se calhar amanhã vai vai exigir uma coesão defensiva ligeiramente diferente, muito mais pronta para estar constantemente no processo defensivo a defender agressões à linha para depois também conseguirmos no nosso processo ofensivo alguma audácia para retermos a bola. Não consigo colocar o Bayern mais ou menos forte do que a Juventus, são dois adversários difíceis. Temos uma uma vantagem amanhã que não tivemos a semana passada, que são os nossos adeptos, o nosso estádio e quem gosta de nós poder estar mais perto para apoiar a equipa. É encarar da mesma forma que encararmos a Juventus, e não olhar para o Bayern como um adversário mais difícil, porque isso também não nos vai ajudar em nada depois dentro de campo.»

Confrontos contra Juventus, Bayern e Arsenal nas três primeiras jornadas

«Se olharmos para os resultados do Austria Viena (0-1 contra o Chelsea] e do Koge [0-1 contra o Arsenal] foram à tangente contra equipas também candidatas a vencer como são Arsenal de Chelsea. Há que ter também muito respeito por aquilo que virá mais tarde na prova e não achar que depois serão favas contadas e agora que é difícil. Todos os jogos da Liga dos Campeões são difíceis. Vencer na Liga dos Campeões nunca será fácil, independentemente do adversário. É completamente indiferente se apanhamos agora mais ou menos candidatos ao título, temos de contra todos eles. Sorteio ditou estes adversários, vamos encará-los da mesma forma, propor-nos para vencer os jogos e depois o resultado será aquele que a qualidade dentro do campo ditar. É indiferente apanhar já candidatos ao título.

Motivação dada pelo fator casa

«O Benfica amanhã entrará em campo com com noção de duas coisas: defensivamente teremos ser uma equipa muito organizada e cooperante e ofensivamente temos de ser uma equipa que tenha conforto e audácia. Mau seria se chegássemos a esta prova e a estes palco e não tentássemos ser audazes e deixar a nossa verdadeira imagem. Com as devidas precauções pela qualidade dos nossos adversários. Os adeptos são fundamentais. Nos momento em que estejamos a passar mais dificuldades no jogo porque são quem nos apoia e dá essa energia extra para conseguir ultrapassá-los. Teremos de ter o apoio deles também no momento em que tivermos bola, de arriscar e se tivermos que ir atrás de alguma coisa. Esta equipa também tem essa felicidade de ter a massa adepta e muito forte com este grupo de trabalho e certamente que amanhã os adeptos que aqui aparecerem no Estádio da Luz não vão dar a noite por perdida porque vamos fazer todos possíveis para lhes darmos um bom espetáculo e acima de tudo uma alegria no final do jogo.

A iniciar sessão com Google...