Joan Laporta, ex-presidente do Barcelona, é candidato às eleições de dia 15 de março - Foto: IMAGO

Barcelona classifica denúncia de corrupção como «alheia à realidade»

Clube catalão nega acusações de branqueamento de capitais e recebimento de comissões indevidas por parte da direção de Joan Laporta e pondera avançar com ações legais contra o sócio que avançou com a informação e contra o jornal El Periódico, que a divulgou

O Barcelona reagiu esta segunda-feira, através de um comunicado oficial, a uma notícia sobre uma denúncia apresentada por um sócio na Audiência Nacional contra o ex-presidente e candidato às próximas eleições Joan Laporta e vários membros da direção blaugrana. As acusações incluem branqueamento de capitais e recebimento de comissões indevidas.

O clube catalão classifica a informação como «inverosímil e alheia à realidade», afirmando que a mesma se baseia «presumivelmente, em documentação falsa ou gravemente manipulada». O Barcelona não descarta a possibilidade de avançar com ações legais contra o autor da denúncia e também contra o jornal El Periódico, que divulgou a notícia.

No comunicado, o clube esclarece que já a 15 de janeiro de 2026 havia sido contactado por jornalistas e pelo Projeto de Divulgação de Corrupção e Crime Organizado (OCCRP) para verificar a mesma informação. Após uma análise interna, o Barcelona concluiu que os factos eram falsos e, a 19 de janeiro, respondeu aos jornalistas, negando veementemente as alegações e solicitando que não publicassem a notícia.

A direção do clube catalão lamenta que a divulgação ocorra em pleno período eleitoral, sugerindo que a ação «poderá responder a uma tentativa ilegítima de alterar o normal desenvolvimento do processo democrático» e de «condicionar ou manipular a soberania dos sócios». O clube garante que, caso se confirmem os factos da denúncia, irá agir de forma imediata. Entre as medidas previstas estão o início de ações legais contra o sócio por denúncia falsa e calúnia, a abertura de um processo disciplinar interno com pedido das sanções mais severas e o estudo de medidas legais contra o meio de comunicação que publicou a notícia, alegadamente ciente da sua falsidade.

Por fim, o Barcelona apela a que os meios de comunicação verifiquem sempre as informações com o clube antes da sua publicação, especialmente durante o processo eleitoral em curso, para não prejudicar a imagem da instituição e dos seus pré-candidatos.