Atlético Madrid empata jogo de loucos em Bruges
MADRID — Em jogo de uma enorme intensidade, o Atlético Madrid empatou frente ao Brugge, por 3-3. A equipa de Diego Simeone foi para o intervalo a vencer por 2-0, mas deixou-se empatar no segundo tempo. Quando surgiu um autogolo de Ordóñez (79'), pensou-se que a vitória estava garantida, mas Tzolis ainda marcou, aos 89', para loucura dos adeptos da casa.
O desafio não podia ter começado melhor para o Atlético. Aos sete minutos o defesa local Seys meteu, de forma inocente, o braço à bola, jogada que depois de revisada pelo VAR, terminou em grande penalidade que Julian Alvarez transformou em golo que adiantava a sua equipa no marcador.
O Brugge reagiu, empurrou para a sua própria área aos madrilenos que, com a ajuda das boas intervenções de Oblak, resistiram à intensa pressão do adversário procurando, quando recuperavam o esférico, partir para o contra-ataque, mas sem criar verdadeiros problemas à defesa da turma belga.
Parecia que o descanso chegaria com o Atlético a vencer pela diferença mínima depois de Lookan ter perdido uma boa oportunidade de marcar, mas, na última jogada antes do descanso, o atacante nigeriano não perdoou e à saída de um canto empurrou com o joelho a bola para o fundo da baliza dos locais.
Com os dois golos de vantagem, tudo indicava que o Atlético tinha o desafio encaminhado para a vitória, mas o Brugge não se deu por vencido e iniciou o segundo tempo atacando em força. E aos dez minutos logrou reduzir a diferença, com um golo de Onyedika na recarga a uma grande intervenção de Oblak.
Este tento motivou ainda mais a turma belga, que, pouco depois, chegou à igualdade, Diakhon internou-se pela esquerda, centrou para a área e aí apareceu Tresoldi para bater a Oblak, num escasso quarto de hora o Atlético perdeu tudo o que tinha ganho no primeiro tempo.
Mas havia muito jogo ainda por disputar, Simeone fez entrar a Sorloth que não tardou em mandar uma bola à trave, esse que podia ter sido o terceiro golo do Atlético que surgiu num envio de Llorente para área onde o defesa local Ordoñez, ao querer aliviar, meteu a bola na sua própria baliza.
Mas o Brugge não se conformou, continuou na ofensiva e no último minuto do tempo regulamentar, Tzolis voltou a empatar a partida com um golo que começou por ser anulado por fora de jogo mas que depois o VAR confirmou como legal.
O resto do desafio foi de sofrimento para o Atlético que depois de ter estado duas vezes a ganhar, ficou feliz com o empate conseguido frente a uma equipa jovem, descarada e com um jogo ofensivo muito vertical e efetivo e que nunca se dá por vencida e que, na próxima semana, no Metropolitano, pode criar sérios problemas aos madrilenos.