Franclim Carvalho, treinador do Botafogo
Franclim Carvalho, treinador do Botafogo

Ao fim de dois jogos, adeptos do Botafogo chamam «burro» a Franclim Carvalho

Português soma dois empates no fogão. Mexidas do treinador criticadas

Ao fim de dois jogos no comando do Botafogo, Franclim Carvalho ainda procura a primeira vitória. Depois da igualdade com o Caracas, na Sul-Americana, na estreia, o fogão empatou (2-2), este domingo, na receção ao Coritiba, na 11.ª jornada do Brasileirão.

«É um empate que nos deixa tristes. No futebol não há justiça ou injustiça. Fizemos muito para ganhar o jogo. Gostei muito da segunda parte, os atletas que entraram estiveram bem. O adversário teve três oportunidades claras e concretizou duas. Sei o que tenho de corrigir, tenho de enaltecer o carácter dos meus atletas. Estivemos atrás do marcador e fomos atrás do resultado. Criámos oportunidades suficientes [para ganhar]», referiu, em conferência de imprensa.

Franclim Carvalho lançou Montoro e Santi Rodríguez no onze, mas tirou os dois jogadores ao intervalo, chegando até a ouvir gritos de «burro» vindos das bancadas. O treinador português viu melhorias na equipa.

«Edenílson entrou muito bem. É um jogador experiente, sabe o que o jogo pede. Pode fazer as quatro posições na frente. No final até jogou a lateral. Fiquei satisfeito, entrou bem. O treinador não consegue ser justo com todos, só podem entrar 16. Não sei se os adeptos aprovaram ou não [as mudanças], mas eu aprovei, porque conseguimos virar o resultado e, depois, tivemos a infelicidade de ceder o empate. O que procuramos é mais agressividade na frente», disse, fazendo um balanço dos primeiros jogos no Botafogo.

«É um tempo curto, mas temos de assumir a responsabilidade. Este ano, já sou o terceiro treinador do Botafogo. Portanto, a resposta dos jogadores tem sido excelente. É o que tenho de positivo, a assertividade que os atletas têm tido nas nossas ideias. Não tenho dúvidas de que vamos ganhar muitos jogos», rematou.