Amorim puxa por fenómeno de 15 anos que já marcou... mais de 700 golos
Akram Jadid nasceu em 2011 e não foi feito para jogar contra os meninos da idade dele. Isso mesmo perceberam rapidamente os responsáveis da formação do Milan, que o colocaram sempre a jogar no escalão acima.
E qual foi a resposta do jovem de raízes marroquinas, mas nascido em Brescia? Golos, golos e mais golos. São já mais de 700, de acordo com as contas da Gazzetta dello Sport. E sempre a jogar no escalão acima. Já tínhamos referido?
Por exemplo, devido à lei italiana, apesar de ter nascido no país que acolheu os pais em 1991, Akram Jadid não pode ter passaporte italiano - só o pode solicitar aos 18 anos - e entretanto já se estreou pela seleção sub-16 de Marrocos… aos 14 anos.
Ainda assim, o salto que Jadid deu no início desta semana talvez tenha sido um pouco inesperado. Porque apesar dos 15 aninhos, Ruben Amorim quis ver que fenómeno é este e chamou-o aos trabalhos da equipa principal, no arranque da preparação do jogo com o Veneza, da segunda jornada da Serie A.
Quando o miúdo desatou a marcar golos às dezenas, a família começou a fazer o registo de Jadid. Afinal, não foi há muito tempo que um tal de Francesco Camarda apareceu na equipa principal, estreando-se com 15 anos e 260 dias - o mais novo de sempre na Serie A. Na altura, os 483 golos marcados em 87 jogos fizeram manchetes. E foram o incentivo para a família do pequeno Jadid.
O jovem ambidestro, que pode fazer qualquer posição no ataque, mas que é descrito como um número 10 de raiz, não se encolheu perante o desafio. Na primeira época na formação do Milan, marcou 232 golos. Eram poucos. Na segunda somou mais 324.
E foi por ali fora até ultrapassar o fenómeno de precocidade que Amorim recuperou do Lecce e que agora treinou ao lado de Jadid, já como um ‘experiente’ avançado internacional A italiano de… 18 anos.
É, portanto, um nome para ir decorando. Até porque Amorim deixou bem claro no Sporting que não olha a idades, mas sim ao talento - Essugo e Quenda, ambos no Chelsea atualmente, que o digam.
É esperar para ver. A avaliar pelo percurso até aqui, não deve ser preciso esperar muito.