Rafa e Ríos, no jogo com o Nacional
Rafa e Ríos, no jogo com o Nacional - Foto: IMAGO

Ameaça séria à titularidade de Richard Ríos e Rafa no Benfica

Posições diferentes, qualidades diferentes, mas Mourinho tem uma peça para encaixar e ninguém está a salvo

José Mourinho, treinador do Benfica, tem decisões difíceis para tomar. Se, por exemplo, no jogo com o Casa Pia o problema era a falta de soluções para o meio-campo, o que levou à escolha de uma dupla que não é assumidamente a sua preferida (Ríos-Barrenechea), agora o técnico lida com rico leque de soluções, que o obrigará a deixar alguém realmente importante de fora do dérbi com o Sporting, deste domingo, em Alvalade, decisivo para as águias em termos de luta pelo segundo lugar.

Fredrik Aursnes, médio norueguês, está recuperado de lesão muscular, já alinhou no segundo tempo da partida com o Nacional, aquecendo para o duelo com os leões, e não se espera outra coisa que não a entrada no onze titular. No jogo mais importante de toda a temporada, o jogador em quem José Mourinho mais confia. Faz sentido.

E com Aursnes, Barreiro, formiguinha do meio-campo. José Mourinho encontrou o lugar certo em campo do internacional luxemburguês, que foi contratado com anos de Bundesliga para jogar exatamente como médio centro ou médio defensivo. E o treinador tem elogiado tantas vezes os dois jogadores, Aursnes e Barreiro, que seria quase incoerente, a não ser que algo de errado acontecesse (problema físico de última hora), abdicar de um deles em momento de tamanha importância para os encarnados.

Dito isto, há ameaça séria à titularidade de Richard Ríos e de Rafa Silva, mesmo que desempenhem diferentes missões em campo. Sabendo-se que Pavlidis é intocável e joga na frente de ataque, sabendo-se também que Schjelderup e Prestianni têm voado nos flancos (o argentino conseguiu inclusivamente destronar Lukebakio), não resta muito mais a Mourinho que não trocar Ríos ou Rafa.

À primeira vista, poderia ser fácil: troca por troca, significando a saída do colombiano. Mas Richard Ríos tem peso na equipa, foi de longe o melhor do Benfica no empate com o Casa Pia e manteve influência na vitória com o Nacional, não sendo uma escolha óbvia para deixar o onze. Tem estatura física e pode fazer perfeitamente a posição atrás do ponta de lança, que conhece do Brasil.

Rafa, por seu turno, também vem de momento positivo, de um golo ao Nacional. Não está na sua melhor forma, parece ainda desligado da equipa em certos momentos, mas é conhecido por sobressair nos jogos mais importantes. Não está, no entanto, a salvo. Nem ele nem Ríos.