Cristiano Ronaldo não escondeu irritação com o relvado na primeira parte
Cristiano Ronaldo não escondeu irritação com o relvado na primeira parte
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Alvalade não escapa à 'praga' dos relvados e nem Ronaldo ficou indiferente

Avançado queixou-se do tapete verde após uma finalização não tão bem conseguida. Tema tem sido recorrente no início de época em Portugal

O relvado do Estádio José Alvalade já viveu melhores dias e nem Cristiano Ronaldo ficou indiferente ao estado do tapete verde da casa do Sporting. Ainda na primeira parte do duelo com País de Gales, o capitão da Seleção Nacional culpou o relvado por uma finalização não tão bem conseguida. Aos 40', Pedro Neto trabalhou na esquerda e assistiu João Félix, que colocou a bola em Ronaldo. O avançado do Al Nassr rematou fraco e não escondeu a frustração, apontando para o tapete de Alvalade.

Momento em que Ronaldo faz um remate
Momento em que Ronaldo faz um remate

Alvalade já recebeu cinco jogos oficiais do Sporting esta temporada. Na quinta-feira foi a vez de ser a Seleção Nacional a jogar em Alvalade na condição de visitada. O tapete verde da casa dos leões apresenta um desgaste notório junto das balizas, mas também no corredor central. O relvado, colocado no ano passado, é híbrido, ou seja, composto por relva natural e fibras sintéticas, de modo a aumentar a sua resistência. O objetivo dos responsáveis leoninos era aumentar a sua durabilidade. Numa fase inicial após a inauguração do complexo denominado Alvalade XXI, devido à configuração do estádio,  os relvados eram assolados por diversos problemas, sobretudo, por força do sobreaquecimento na zona do terreno de jogo.

Cristiano Ronaldo não escondeu irritação com o relvado na primeira parte
Cristiano Ronaldo não escondeu irritação com o relvado na primeira parte

As más condições dos relvados tem sido um tema que tem causado polémica no futebol português neste arranque de temporada. Recentemente, o Estrela da Amadora anunciou a substituição integral do relvado da Reboleira. O tapete verde do Estádio José Gomes tem dado problemas, levando, inclusivamente, ao chumbo da Liga e, por consequência, à realização dos dois últimos jogos em recintos alternativos — a receção ao SC Braga foi em Alverca e o embate diante do Académico de Viseu realizou-se em Rio Maior.

Também o relvado dos Barreiros (Marítimo) e do Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas (Moreirense) foram alvo de queixas.

«Entrámos muito bem e a fazer o que tínhamos planeado num relvado horrível, onde é quase impossível jogar futebol. Muito bom ambiente, onde havia apoio do nosso lado e do lado do Marítimo. Mas tem de se dizer: não tem nada a ver com o Marítimo ou com o Benfica, mas, em pleno começo do campeonato, jogar-se futebol nestes relvados não faz bem ao futebol português. Acho importante realçar isso», comentou Marco Silva, a 5 de setembro, depois do jogo nos Barreiros. O treinador encarnado não poupou igualmente críticas ao estado do tapete verde do Moreirense: «Campo horrível para se jogar futebol, é quase impossível jogar. Isto não faz bem ao futebol português, se queremos que ele atinja outro nível.»

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