Alvalade não escapa à 'praga' dos relvados e nem Ronaldo ficou indiferente
O relvado do Estádio José Alvalade já viveu melhores dias e nem Cristiano Ronaldo ficou indiferente ao estado do tapete verde da casa do Sporting. Ainda na primeira parte do duelo com País de Gales, o capitão da Seleção Nacional culpou o relvado por uma finalização não tão bem conseguida. Aos 40', Pedro Neto trabalhou na esquerda e assistiu João Félix, que colocou a bola em Ronaldo. O avançado do Al Nassr rematou fraco e não escondeu a frustração, apontando para o tapete de Alvalade.
Alvalade já recebeu cinco jogos oficiais do Sporting esta temporada. Na quinta-feira foi a vez de ser a Seleção Nacional a jogar em Alvalade na condição de visitada. O tapete verde da casa dos leões apresenta um desgaste notório junto das balizas, mas também no corredor central. O relvado, colocado no ano passado, é híbrido, ou seja, composto por relva natural e fibras sintéticas, de modo a aumentar a sua resistência. O objetivo dos responsáveis leoninos era aumentar a sua durabilidade. Numa fase inicial após a inauguração do complexo denominado Alvalade XXI, devido à configuração do estádio, os relvados eram assolados por diversos problemas, sobretudo, por força do sobreaquecimento na zona do terreno de jogo.
As más condições dos relvados tem sido um tema que tem causado polémica no futebol português neste arranque de temporada. Recentemente, o Estrela da Amadora anunciou a substituição integral do relvado da Reboleira. O tapete verde do Estádio José Gomes tem dado problemas, levando, inclusivamente, ao chumbo da Liga e, por consequência, à realização dos dois últimos jogos em recintos alternativos — a receção ao SC Braga foi em Alverca e o embate diante do Académico de Viseu realizou-se em Rio Maior.
Também o relvado dos Barreiros (Marítimo) e do Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas (Moreirense) foram alvo de queixas.
«Entrámos muito bem e a fazer o que tínhamos planeado num relvado horrível, onde é quase impossível jogar futebol. Muito bom ambiente, onde havia apoio do nosso lado e do lado do Marítimo. Mas tem de se dizer: não tem nada a ver com o Marítimo ou com o Benfica, mas, em pleno começo do campeonato, jogar-se futebol nestes relvados não faz bem ao futebol português. Acho importante realçar isso», comentou Marco Silva, a 5 de setembro, depois do jogo nos Barreiros. O treinador encarnado não poupou igualmente críticas ao estado do tapete verde do Moreirense: «Campo horrível para se jogar futebol, é quase impossível jogar. Isto não faz bem ao futebol português, se queremos que ele atinja outro nível.»
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