Alberto: «No FC Porto a pressão é um privilégio»
Numa extensa entrevista aos canais de informação do FC Porto, Alberto fala da experiência que está a ser jogar no clube do coração, sonha conquistar títulos de dragão ao peito e aborda a pressão que sente um jogador num emblema da dimensão dos dragões.
«Acho que os resultados têm dito isso e acho que também temos de pensar que a pressão é um privilégio. Porque, se não fosse o rumo que tínhamos tomado, não estávamos com esta pressão. Se não tivéssemos pressão, acho que aí é que estávamos mal. Por isso, só temos de ver isto como parte positiva, que é um privilégio ter esta pressão», disse, falando depois da concorrência com Martim Fernandes:
«Acho que é uma relação muito boa. Mesmo de todos os clubes por onde passamos, existe isso, mas acho que aqui temos uma boa amizade. É uma coisa muito boa para ambos crescermos, porque queremos estar sempre no nosso melhor. E se um puxa mais um bocado, o outro tem de puxar mais um bocado. Acho que isso é incrível para crescermos, tanto na minha posição como acho que o nosso plantel nisso é incrível: estamos sempre todos a puxar uns pelos outros», salientou.
Jogar ao lado de Thiago Silva e Bednarek
«Acho que dá para aprender todos os dias com jogadores desses. Desde a postura em campo, desde... eu sendo lateral, ele a central, a comunicação que me passa, sempre a falar comigo. É algo que também puxa por mim e tenho gostado imenso de partilhar o campo com ele, e o balneário»
Como lida com a crítica positiva?
«É sempre bom receber os elogios, é sempre bom ver os números, ver de facto que somos a defesa menos batida. Mas, claro que o pessoal dá mais valor à defesa, aos guarda-redes, mas acho que na nossa equipa funciona desde o avançado. Se for preciso, às vezes é ele que tem de iniciar a pressão, é ele que às vezes desce mais e temos de estar todos compactos a partir dos médios, os extremos... acho que é mesmo trabalho de equipa, mas como é golos sofridos acaba por ser o mérito mais dado à defesa»
Escrever nome na história do clube
«Eu poder escrever o meu nome nessa história para daqui a uns tempos se calhar olharem e juntarem Danilo, Alberto... acho que é uma motivação, isso é uma motivação extra e não uma responsabilidade extra»