Dia tranquilo para Afonso Eulálio no Giro
Dia tranquilo para Afonso Eulálio no Giro

Afonso Eulálio mantém-se de rosa no Giro à 11.ª etapa

Campeão colombiano vence pela terceira vez nesta edição do Giro e quinta da carreira num dia em que as coisas nem haviam começado como a UAE Emirates planeara, mas o qual o português Afonso Eulálio se mantém de rosa à 11.ª etapa

Jhonatan Narváez (UAE Emirates XRG), que já havia ganho a 4.ª e a 8.ª tiradas, registou a terceira vitória na Volta a Itália 2026, triunfando na 11.ª etapa ao bater, num sprint a dois, Enric Mas (Movistar Team) para concluir o percurso de 195 Km que ligou Porcari a Chiavari em 4.33.43h. Isto num dia marcado por sucessivos ataques, mas onde o português Afonso Eulálio (Bahrain Victorious), conseguiu manter a posse da Maglia Rosa pela sexta etapa consecutiva.

Eulálio (39.40.34h), que cortou a meta em 33.º, segurou a vantagem de 27s com que ficara após o contrarrelógio da véspera face ao dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), com Thymen Arensman (Netcompany INEOS) a 1.57,4m em terceiro, seguido de Felix Gall (Decathlon CMA CGM), a 2.24,5m, e Ben O'Connor (Team Jayco AlUla), a 2.48m.

Quanto aos outros dois portugueses em prova, Nélson Oliveira (Movistar) foi 79.º (+16,16m) e ocupa agora a 61.ª posição a geral (+1-09,56h) e António Morgado terminou a etapa em 106.º (+29.00m) e situa-se na 136.ª posição (+2-13,47h).

Com este êxito o campeão do Equador Narvaez garantiu a sua quinta vitória na prova e tornou-se no equatoriano com o maior número de triunfos na história da competição.

A etapa ficou marcada por uma fuga onde Narváez e Mas se destacaram. O ciclista espanhol tentou isolar o equatoriano na subida final, mas Narváez resistiu e, na reta da meta, impôs a sua superior velocidade. Mas ainda tentou fechar o adversário junto às barreiras, mas sem sucesso.

A UAE Team Emirates continua a sua senda vitoriosa, somando já quatro triunfos nesta edição do Giro, com Narváez a assumir-se como a grande figura da equipa. O dia, no entanto, não correu bem para todos os fugitivos. O belga Lennert Van Eetvelt, que integrava o grupo da frente, sofreu uma queda na descida para a penúltima contagem de montanha e, apesar de ter continuado em prova, viu as suas aspirações à vitória terminarem.

A corrida foi bastante disputada desde o início, com a UAE Team Emirates a falhar a entrada nos primeiros grupos de fugitivos. A equipa teve de trabalhar arduamente para anular a desvantagem, com Narváez a conseguir, eventualmente, saltar para a frente da corrida e juntar-se a um grupo de 17 ciclistas.

Na fase decisiva, na subida mais íngreme, um ataque de Diego Ulissi selecionou o grupo, deixando para trás Jasper Stuyven. Enric Mas aumentou então o ritmo e apenas Jhonatan Narváez conseguiu acompanhá-lo. Os dois chegaram juntos ao topo e colaboraram até ao último quilómetro, onde o jogo tático começou. Narváez, no entanto, geriu a situação com frieza e arrancou para a vitória.

O pelotão, com os principais favoritos, chegou a mais de 3m do vencedor, num dia relativamente tranquilo para Afonso Eulálio.

Narváez lembrou-se de um livro que leu e de Michael Phelps para ganhar etapa

No final, Narváez admitiu as dificuldades sentidas. «Na reunião, dissemos que tínhamos de entrar na fuga. Falhámos o primeiro grupo e falhámos o segundo grupo», explicou, acrescentando que o esforço para chegar à frente tornou a etapa «difícil».

«O Enric Mas era o mais forte a subir. Tive de usar jogos mentais. Ele é mais forte do que eu nas montanhas, claro. Lembrei-me de um livro que li. Se não é o teu jogo, tens de fazer com que seja o teu jogo. Porque nunca se vai ver o Michael Phelps a correr, pois não? Tentei defender-me na subida», confessou o equatoriano.

Sobre o sprint final, Narváez revelou o susto: «Fiquei com medo, porque ele quase tentou fechar-me contra as barreiras. Estava no limite, foi um dia de corrida a fundo.»

A fase decisiva da corrida viu Narváez e Mas a destacarem-se na frente. A dupla colaborou bem nas ruas estreitas de Chiavari, mantendo uma vantagem que se revelou decisiva sobre o grupo perseguidor, composto por Chris Harper, Vlasov e Ulissi. A cerca de 15 segundos de distância, o trio não conseguiu anular a diferença para os líderes.

Na aproximação à meta, a dupla da frente começou a estudar-se mutuamente. Mas tentou abrandar o ritmo, numa jogada tática que poderia ter beneficiado os perseguidores, mas Narváez forçou o espanhol a voltar à liderança, ainda que o andamento tenha diminuído consideravelmente.

Anteriormente, na subida para Cogorno, Mas tinha sido o primeiro a passar no topo, garantindo os pontos e segundos de bonificação do Red Bull KM. Nessa altura, o pelotão já se encontrava a três minutos de distância dos dois fugitivos.

Atrás, a perseguição organizava-se com Harper e Vlasov a tentarem a aproximação, enquanto os ciclistas italianos Ulissi e Crescioli ficavam para trás. Chris Harper tinha uma motivação extra, já que a sua posição na etapa lhe permitia entrar virtualmente no top 10 da classificação geral.

A descida para Lavagna foi liderada por Narváez, com Mas a seguir na sua roda. Os últimos seis quilómetros foram maioritariamente planos, com exceção de uma pequena subida a quatro quilómetros do fim, e o último quilómetro, praticamente plano e com poucas curvas, preparou o terreno para o sprint final onde Narváez, confiando na sua velocidade, levou a melhor.

Afonso Eulálio (39.40.34h), que é líder desde a 5.ª etapa, mantém a vantagem de 27s com que ficara após o contrarrelógio da véspera face ao dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), com Thymen Arensman (Netcompany INEOS) a 1.57,4m em terceiro, seguido de Felix Gall (Decathlon CMA CGM), a 2.24,5m, e Ben O'Connor (Team Jayco AlUla), a 2.48m.

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