Abel, treinador do Palmeiras
Abel, treinador do Palmeiras - Foto: IMAGO

Abel Ferreira pede reforços após derrota do Palmeiras: «Arroz com feijão mata a fome...»

«Se há saídas, tem de haver entradas», sublinhou o treinador português depois de perder no Paulistão

Após derrota do Palmeiras por 0-1 frente ao Botafogo-SP, para o campeonato paulista, o treinador Abel Ferreira, aproveitou a conferência de imprensa para pedir publicamente a contratação de novos jogadores para compensar as saídas no plantel.

O desaire, sofrido este domingo em Ribeirão Preto a contar para a sexta jornada do Paulistão - mesmo a jogar com mais um a partir dos 64 minutos - adiou a qualificação antecipada para a fase a eliminar da competição. A equipa, que se apresentou com muitos jovens, permanece com 12 pontos, no segundo lugar do seu grupo, atrás do Novorizontino devido à diferença de golos.

Na análise ao mercado, Abel Ferreira foi direto ao salientar a necessidade de repor as vagas deixadas em aberto pelas saídas do guarda-redes Weverton, do defesa Micael, do médio Raphael Veiga e do extremo Facundo Torres. Apenas a transferência de Aníbal Moreno para o River Plate foi compensada com a chegada de Marlon Freitas.

«Isso são conversas que temos internamente. Como sou eu que tenho de dar a cara aqui, as perguntas são pertinentes e não é preciso ser muito inteligente para perceber que se há saídas, tem de haver entradas», declarou o técnico português.

Abel acrescentou que a matemática é simples. «Já disse que arroz com feijão é bem simples e mata a fome de muita gente. Então não é preciso ser inteligente para perceber quais jogadores saíram e de quais precisamos. É fazer contas: quem saiu? Guarda-redes, defesa, extremo, médio... Fazer contas», reforçou, encaminhando a pressão para a direção do clube: «Essa responsabilidade não é minha. A minha é de hoje e tenho que assumir a responsabilidade de uma má exibição num relvado péssimo», sublinhou.

Apesar de admitir a «má exibição» da sua equipa, Abel Ferreira justificou a aposta em vários jovens como uma necessidade para os observar em contexto competitivo.

«Passa, acima de tudo, por lhes dar a oportunidade de jogar, como foi hoje, e observar e perceber os jogadores que temos e o que temos de trabalhar neles. Se não o fizer agora, quando o farei?», questionou.

O treinador assumiu a responsabilidade pelo resultado, afirmando que a equipa não conseguiu ser criativa nem superar o adversário, que se mostrou «mais aguerrido, mais intenso, maduro e competitivo». Abel concluiu, no entanto, que a responsabilidade é sua e que é preciso analisar o jogo para preparar o próximo desafio, sem criar «bodes expiatórios».