A força coletiva levou o PSG à final da UEFA Champions League (crónica)
O PSG está, pelo segundo ano consecutivo, na final da UEFA Champions League! Vitinha, Nuno Mendes e João Neves foram titulares no empate a um golo desta noite, frente ao Bayern, em Munique, que, aliado à vitória por 5-4 na primeira mão, permitiu que os campeões europeus em título marcassem presença no duelo decisivo da competição, no qual vão encontrar o Arsenal.
A primeira mão, um espetáculo com nove golos que terminou 5-4, fez levantar as expectativas para o embate na Allianz Arena. Não houve uma reedição do primeiro jogo e, talvez, por culpa do que sucedeu logo ao terceiro minuto. O Paris Saint-Germain, que já tinha uma vantagem de um golo, aproveitou a projeção bávara da melhor maneira: Kvaratskhelia tabelou com Fabián Ruiz, titular no meio-campo após a lesão de Hakimi, que empurrou Zaire-Emery para a lateral direita, entrou na área e serviu Dembélé, que, perante uma defesa desorientada, apareceu sozinho para abrir a contagem.
Três minutos e golo de Dembélé 🍿#sporttvportugal #CHAMPIONSnaSPORTTV #UEFAChampionsLeague #Bayern #PSG pic.twitter.com/D5KRlGdMjm
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Os comandados de Luis Enrique praticamente entraram na segunda mão com dois golos de vantagem, algo que criava urgência ao Bayern e dava mais segurança aos visitantes. A partir daí, o desenrolar da partida mostrou que o PSG é, neste momento, coletivamente mais forte, com mais opções e melhor capacidade de adaptação.
Após a primeira mão, em que Luis Díaz e Michael Olise estiveram endiabrados, houve preocupação de fechar os espaços às setas alemãs. Tanto o francês, que aos 28' rematou por cima, e o colombiano, que aos 22' fez a bola passar ao lado, tiveram oportunidades, mas não na quantidade nem na facilidade de criação que existiu no Parque dos Príncipes. Apareceram com maior raridade no 1 contra 1 com os laterais e se, na segunda parte, o colombiano ainda causou calafrios, o francês... apagou-se.
No meio, Kane foi uma miragem (até aos 90'+4) e Musiala, que ainda obrigou Safonov a uma defesa difícil aos 44', só nessa ocasião conseguiu ganhar espaço no centro para criar perigo. João Neves, que esteve em destaque com uma série de recuperações de bola, teve na cabeça a melhor ocasião dos parisienses no primeiro tempo após o golo, com um cabeceamento que só não entrou porque Neuer, com um grande voo, impediu que o internacional português faturasse.
Neuer 🍷#sporttvportugal #CHAMPIONSnaSPORTTV #UEFAChampionsLeague #Bayern #PSG pic.twitter.com/7TWbwL26BI
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A polémica também esteve presente
A primeira parte ficou também marcada por dois momentos de queixas vincadas do Bayern a João Pinheiro, árbitro do encontro. O primeiro foi aos 29', num lance em que Nuno Mendes, já amarelado, cortou o passe de Laimer com o braço. O juiz marcou, no entanto, falta anterior, por considerar que o austríaco havia ele próprio dominado a bola com o braço. Dois minutos depois, Vitinha cortou a bola na área e esta acertou no braço aberto de João Neves. No entanto, de acordo com o IFAB, órgão responsável por regulamentar as leis do jogo, não se deve assinalar falta quando se um jogador é «atingido na mão/no braço pela bola jogada por um companheiro de equipa».
As oportunidades existiram, a polémica também, mas só um golo surgiu na primeira parte, que deixava as equipas separadas por dois na eliminatória. No segundo tempo, o Bayern teve ainda mais bola, mas escasseou a inspiração e, pela frente, apareceu um muro parisiense, que tratou de selar os caminhos até à área e, pleno de solidariedade, estancou a maioria das oportunidades dos bávaros. Foi o PSG que teve as primeiras grandes oportunidades após o descanso, mas Doué, aos 56' e 65', e Kvaratskhelia, aos 57', encontraram em Neuer um entrave ao ponto final nas meias-finais.
Golo chegou... tarde demais
Luis Díaz apareceu e tentou dar alguma esperança aos homens da casa. Conseguiu, sobretudo após a entrada de Alphonso Davies, que logo o serviu para um remate defendido por Safonov. Já a viver algum desespero, que foi permitindo que as setas do PSG apontassem à baliza de Neuer, o Bayern começava cada vez mais a suportar-se nas arrancadas do colombiano. Mas foi o canadiano que teve papel decisivo, ao servir Kane para o golo do empate.
Kane ainda marcou mas não foi suficiente ❌#sporttvportugal #CHAMPIONSnaSPORTTV #UEFAChampionsLeague #Arsenal #BayernMunique pic.twitter.com/7sTqkHdmiq
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Só que esse remate certeiro surgiu... aos 90'+4. A equipa de Munique, que teve Raphael Guerreiro no banco, igualou o encontro e ficou a um golo de empatar a eliminatória, mas já tarde demais. O apito final chegou pouco depois e, com ele, a festa. O PSG entrou com golo, foi solidário em campo e mostrou ser melhor a tirar ilações da primeira mão para esta segunda, em que, encontrando-se em vantagem de dois golos, tirou disso natural vantagem. O campeão europeu vai, no dia 30 de maio, em Budapeste, frente ao Arsenal, lutar por revalidar o título.