Rui Borges analisou o jogo na Reboleira. Foto: Miguel Nunes
Rui Borges analisou o jogo na Reboleira. Foto: Miguel Nunes

A «falta de inspiração», a gestão e o... vento: tudo o que disse Rui Borges

Treinador admitiu que faltou alguma inspiração no último terço. Considerou que o campeonato continua a ser uma luta a três e comentou o regresso de Quenda e a gestão de minutos

Análise ao jogo contra o Estrela da Amadora.

Jogo difícil, muito competitivo. Sabemos que os jogos pós-Champions são jogos difíceis. Tínhamos de competir e o jogo foi muito isso. Controlámos o jogo com bola, mas faltou-nos um bocadinho de inspiração no último terço. Devíamos ter tomado melhores decisões e tivemos algumas perdas de bola também. Não deixámos eles acreditarem nem entrar em transições, nesse aspeto estivemos muito bem. Sabíamos que era importante ter esse rigor. O jogo foi um bocadinho por aí. Nós muito com bola, mas com alguma falta de inspiração no último terço. Mas sabíamos que ia ser isto e a equipa tinha essa mentalidade. É assim que se veêm os verdadeiros campeões.

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Fez gestão a pensar nos jogos com o Arsenal e com o Benfica? A que se deveu a ausência de Gonçalo Inácio?

O Inácio foi gestão física. Tinha o quarto amarelo também, mas foi muito mais pela parte física. Tem tido muitos minutos, veio tocado da seleção e entramos num mês com muitos jogos. Para não ter essa quebra, para não o perdermos mesmo, optámos por essa gestão. Até porque o Quaresma e o Debast mereciam essa confiança. Confio em toda a gente. Acabámos por refrescar ali a zona central, os dois centrais e os dois médios. O Hjulmand não tinha jogado com o Arsenal, o Morita fez 90 minutos, o Bragança jogou muito bem também. Era importante ter ali malta fresca na zona central. Não foram muitas mudanças para poder dizer que era a pensar nos próximos jogos.

O Sporting joga a época toda na próxima semana e meia?

É natural que seja decisiva por estarmos cada vez mais perto do final da época e os jogos vão-se tornando cada vez mais importantes. Olhamos para isso com naturalidade. Importa-me só olhar para o próximo e o próximo é o Arsenal.

Como avalia o regresso de Geovany Quenda? Considera que esta reta final é uma luta a dois entre Sporting e FC Porto?

É uma luta a três para mim. Matematicamente é possível a três. Em relação ao Quenda, muito feliz por o ver voltar. É um jogador importante, que dá muito e à equipa. A equipa está feliz por o ter. É um jogador diferenciado e que pode ajudar nesta reta final.

O que se passou com o Fresneda para ter saído ao intervalo? Pensa que o vento condicionou o jogo?

O vento condicionou toda a gente, não só o Sporting. A adaptação acabou não ser fácil para todos, não só para nós. Sobre o Fresneda, saiu por queixas físicas. Pelo acumular de minutos e de jogos, optámos por tirá-lo ao intervalo.

Sente que este já é o melhor Daniel Bragança?

O Daniel tem crescido. Está um jogador ainda mais maduro. Depois, aliado àquilo que ele é enquanto jogador em termos técnicos e de leitura do jogo. Ouvi alguém a dizer que o Dani ia ser treinador no futuro e não tenho dúvidas, porque ele tem uma capacidade de leitura e de entendimento do jogo muito acima da média. É natural que com o passar do tempo vá crescendo e melhorando. Teve uma paragem muito longa e precisou desse tempo. Está numa boa fase e tem acrescentado muito à equipa. Os colegas reveem nele essa capacidade, essa diferenciação, para poder ajudar e a qualquer momento fazer a diferença.