FC Porto pode avançar para a compra dos terrenos do Centro de Alto Rendimento
A Lei n.º 53A/2025, mais conhecida por Lei dos Solos, foi publicada esta quarta-feira, 9 de abril, em Diário da República, e detalha novidades relativamente ao Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial (RJIGT). O FC Porto está muito atento à notícia e recebe com agrado estas alterações, nomeadamente porque têm implicações no projeto da construção do CAR (Centro de Alto Rendimento), no Olival.
A decisão sobre a reclassificação dos solos nas mãos dos Municípios mantém-se, ou seja, o emblema azul e branco pode avançar já para a compra dos terrenos, para, posteriormente, dar início ao processo de licenciamento.
A Câmara de Gaia já tinha aprovado o Pedido de Informação Prévia (PIP), submetido pela SAD portista em novembro de 2024 e agora, com a publicação da nova Lei dos Solos, vai finalmente poder concretizar-se a aquisição do terreno que totaliza 31 hectares, sobre o qual existirá um contrato promessa de compra e venda por um valor a rondar os quatro milhões de euros.
Apenas depois da compra, terá lugar a apresentação do projeto final aos sócios dos dragões, sendo que a fase de licenciamento vem apenas a seguir. Existe esperança no seio da SAD que a aquisição do terreno e a apresentação aos associados possam acontecer em abril. Refira-se que houve um atraso no processo devido à alteração à referida Lei, que foi promulgada na semana passada e que acabou por congelar os planos diretores municipais.
A construção do Centro de Alto Rendimento no Olival foi uma das bandeiras da campanha presidencial de André Villas-Boas, eleito há quase um ano, e está em andamento para passar a ser uma realidade no clube portista. A compra dos terrenos por parte da SAD dos dragões não vai depender de financiamento externo: os negócios com a Ithaka e a Dragon Notes asseguraram a liquidez necessária, pelo que a aquisição vai concretizar-se com dinheiro nos cofres do FC Porto. Estima-se que a obra completa, vista como um passo fundamental para o crescimento do clube e para a consolidação da formação dos azuis e brancos, vá custar entre 30 e 35 milhões de euros.
Pinto da Costa tinha o sonho de construir um centro de treinos na Maia, um dos pontos fortes da sua campanha no ano passado, mas o projeto acabou por ser descontinuado por falta de capacidade financeira para cumprir com a hasta pública dos terrenos. Além disso, André Villas-Boas sempre teve como objetivo avançar com o Centro de Alto Rendimento no Olival, perto do Centro de Treinos da equipa principal.
Recorde-se que o prazo previsto para a construção do CAR é de cerca de dois anos, sendo que o projeto passa por cinco campos de dimensões regulamentares (105 por 68 metros), um estádio com capacidade para dois mil espetadores, um hotel, ginásios, áreas para hidroterapia e fisioterapia, balneários, salas multifuncionais, um auditório com 56 lugares e mais de 200 lugares de estacionamento. Um pavilhão estava também nos planos inicialmente, mas a SAD portista já falou com a Câmara do Porto para poder construí-lo perto do Estádio do Dragão e da Dragão Arena.
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