Época 2019/2020: procura-se a defesa perfeita desta babilónia

O Mundo dos Guarda-Redes 15-08-2019 09:46
Por Roberto Rivelino

A Liga já decorre conotada pela continuidade da predominância de guarda-redes brasileiros na defesa das redes dos clubes do principal campeonato português. Pese o crescendo da informação disponível ao serviço da melhoria do treino de guarda-redes no país e a facilidade que os clubes têm em detetar talento, continuam a atravessar o Atlântico vários documentos com a emissão de clubes de terceiro nível do Brasileirão.


Se 2018/2019 foi categorizado como uma época inferior no que se refere à qualidade global do jogo dos guarda-redes, para 2019/2020 só se poderá tentar encontrar uma visão positiva para fugir a esse padrão: as mudanças nas equipas não foram abruptas (tirando os promovidos: Paços, Famalicão e Gil Vicente), e as ideias coletivas poderão estar mais entrosadas - registando-se as saídas de Carlos Marafona, Léo Jardim, Cristiano Figueiredo e Muriel Becker (para Alanyaspor, Lille, Hermannstadt e Fluminense, respetivamente), e os regressos de Eduardo Carvalho, Pawel Kieszek e André Moreira (para SC Braga, Rio Ave e Belenenses).


Na baliza dos três de maior nomeada, Agustín Marchesín é a novidade - transferiu-se a partir do Club América num encargo financeiro que o obriga a suceder a Iker Casillas -, e prevê-se que pouca expansão oferecerá ao FC Porto (concentrando-se apenas na exigência dos desafios impostos à sua área - veja-se o primeiro jogo), enquanto Odisseas Vlachodimos irá buscar a sua nutrição à exibição de pujança que rubricou na Supertaça frente a um Sporting que deixou a descoberto, novamente, as capacidades claudicantes de Renan Ribeiro.


Ver para confirmar
Com a subida do Paços de Ferreira chega Ricardo Ribeiro: ainda com as luvas a ferver de uma temporada frenética na Segunda Liga, o guarda-redes de 29 anos terá a oportunidade sólida que lhe escapou no Moreirense e Estoril - derrota (5-0) contra o Benfica não deverá abalar essa opção. A confirmar a sobriedade da última época, ficará na Liga com naturalidade, podendo engatar num registo ao exemplo de Cláudio Ramos (Tondela) ou Ricardo Ferreira (Portimonense).


Quentin Beunardeau foi dos guardiões mais eletrizantes da época passada. Palavra-chave: eletrizante - é capaz das defesas mais espetaculares visualmente e, noutros instantes, das decisões mais vertiginosas e desajustadas. É um valor com potencial e que só crescerá com as emoções do jogo (25 anos).


Do Jamor a Belém se perguntava: André Moreira ou Mika Domingues? A resposta estava no cérebro de Silas, que tem ao dispor dois dos últimos nomes com mais gabarito exibido nas categorias de formação da Seleção, e escolheu Hervé Koffi - eleito melhor em campo, num jogo onde não teve desafios de exigência. O primeiro procura dar os passos que devia ter dado com dezanove ou vinte anos (tem 23), o segundo está a chegar à maturidade (28 anos), e com sequência voa para balizas com maior distância entre os postes, enquanto o terceiro chega com requisição de jogo.


Pawel Kieszek regressou a Portugal aos 35 anos e procura, no Rio Ave, deixar o músculo que deixou noutras balizas: SC Braga, FC Porto, Vitória FC, Estoril… É dos guarda-redes que mais curiosidade aguçou nos últimos anos e três temporadas na segunda divisão de Espanha trazem-no com maior amplitude para o Estádio dos Arcos.


Dênis chegou a Barcelos há poucos dias e com ele trouxe laivos de memórias de um rendimento intermitente ao serviço do São Paulo - ora quando teve de substituir Rogério Ceni em rotatividade, ora quando este se retirou. É um guarda-redes com hábitos de jogo em equipas compactas e deverá encontrar situação idêntica no Gil Vicente: conforto para respaldar o que se endereça à pequena área e baliza (já o fez e cumpriu frente ao FC Porto).


Roberto Rivelino: criador do site ‘O mundo dos guarda-redes’

 

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