Verstappen explica por que desvantagem tão curta para Russell é enganadora
Max Verstappen ficou a apenas 0,196 segundos de conquistar a primeira vitória da temporada de 2026, no Grande Prémio do Azerbaijão, mas o piloto da Red Bull sublinhou que a margem na linha da meta é enganadora e que a diferença real para George Russell era maior.
As previsões de Russell, feitas na sexta-feira, acabaram por se confirmar. O piloto da Mercedes antecipou que Verstappen, apesar de partir do sexto lugar da grelha, seria a maior ameaça na luta pela vitória, o que se verificou num final emocionante nas ruas de Baku.
No entanto, Verstappen explicou que a curta distância final se deveu a um problema momentâneo no carro de Russell. «Claro que pareceu renhido na meta, mas penso que foi mais porque o George sofreu uma pequena quebra de potência na curva 15 devido à bandeira amarela», afirmou o neerlandês. «Se olharmos para o último 'stint', a diferença foi sempre de um segundo, por isso provavelmente teríamos terminado com essa margem».
O próprio George Russell corroborou esta teoria, explicando a falha que quase lhe custou a vitória. «Quando a bandeira amarela apareceu, aliviei o acelerador e, quando voltei a acelerar, não tinha turbo, fiquei sem potência», detalhou o piloto da Mercedes. «O Max quase me apanhou na meta. Teria sido uma verdadeira pena, mas, no geral, foi um fim de semana incrível».
Apesar do resultado, Verstappen revelou ter desfrutado das voltas finais em Baku, algo que considerou raro na temporada de 2026. «Tenho de dizer que as últimas voltas foram muito agradáveis porque quase não houve degradação. Estivemos a puxar até ao fim e a diferença era sempre de um segundo ou 1,1. Foi bom».
O piloto da Red Bull admitiu ter corrido riscos para tentar a vitória, aproveitando a velocidade de ponta do seu monolugar na longa reta do circuito. «O último 'stint' foi divertido. Também beijei alguns muros, mas foi só para deixar a minha marca aqui em Baku!», brincou Verstappen. «É sempre muito desafiante aqui, tanto na qualificação como no final da corrida, a andar no máximo. Isso acarreta riscos, claro, mas foi espetacular».