Vela: duas tripulações lusas candidatas ao título Europeu de classe 470 em Vilamoura
O presidente da Federação Portuguesa de Vela, António José Barros, antevê um «bom desempenho» de Portugal nos Europeus da classe olímpica 470, que arrancam esta sexta-feira em Vilamoura, no Algarve. A confiança do dirigente assenta no facto de o país contar com duas tripulações no top 10 do ranking mundial.
«O 470 é uma classe bandeira nacional para a vela. As nossas duas tripulações estão no top 10 mundial, o que é ótimo», afirmou António José Barros, sublinhando que ambas as equipas são candidatas a bons resultados. «Mostra que temos duas excelentes equipas, que, ao nível a que estão, são sempre candidatos a vencer, ou ao pódio ou a um excelente resultado em qualquer europeu, mundial ou Jogos Olímpicos», acrescentou.
Os olímpicos Diogo Costa e Carolina João ocupam a quarta posição da hierarquia mundial, enquanto a dupla formada por Beatriz Gago e Rodolfo Pires se encontra no nono lugar. Ambas as equipas conhecem bem o Campo de Regatas de Vilamoura, onde Diogo Costa já se sagrou vice-campeão do mundo e de onde Beatriz e Rodolfo são naturais. Apesar disso, o presidente da federação recusa atribuir favoritismo, lembrando que «a este nível, todas estas equipas que andam na frente conhecem bem os campos de regatas».
Com vista aos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, onde cada país só poderá inscrever uma tripulação por classe, Portugal terá duas duplas de «excelente nível» a competir pela única vaga. No entanto, a definição de metas específicas para estes Europeus cabe a cada equipa técnica, que também irá gerir a importância de outras provas, como o Troféu Rainha Sofia, em Espanha.
O planeamento das equipas já tem em consideração o início da «fase decisiva» de apuramento olímpico, previsto para 2027. No arranque do seu segundo ano de mandato, António José Barros considera que os resultados internacionais da vela nacional têm «superado» as expectativas.
O dirigente destacou outros desempenhos notáveis, como o quinto lugar de Mafalda Pires de Lima no ranking mundial de kitesurf, a recuperação do olímpico Eduardo Marques na classe ILCA e a ascensão de jovens velejadores. Para Barros, a realização de mais um Europeu em Portugal é um reconhecimento da capacidade organizativa do país.
«Temos uma coisa que é ótima, uma costa fantástica com planos de água ao nível do melhor que há no mundo, e uma capacidade de organização e de receber os velejadores. Somos também um país seguro e muito amigável», concluiu.