Vasco Matos e o 'clássico das ilhas': «É um jogo especial e queremos muito vencê-lo»
O Estádio da Madeira é palco, este domingo (15h30), do clássico das ilhas, com o Nacional a receber o Santa Clara, em partida em atraso da 16.ª jornada da Liga. Madeira e Açores em confronto, num jogo sempre especial, como admitiu Vasco Matos, treinador dos açorianos, na sua antevisão.
«É o próximo, é um jogo importante, queremos sempre ganhar, esse é o nosso intuito e é para isso que estamos a trabalhar. Em função daquilo que têm sido as nossas exibições, o que nós temos vindo a construir, os jogadores têm dado grandes respostas e é transformar isso em pontos. As semanas têm sido boas, olhamos para os jogos da nossa equipa e vimos crescimento», afirmou o treinador sobre a importância do encontro.
O registo dos dois conjuntos nos últimos jogos tem sido praticamente idêntico, assim como há igualdade de pontos (16) na classificação, com mais dois pontos que o Casa Pia e o Arouca e quatro que o Tondela, penúltimo, que também acerta neste domingo (18h00) o calendário, com o Moreirense.
«A abordagem ao jogo foi trabalhada durante a semana e acreditamos que estamos preparados. Temos de ter consciência que o Nacional é uma excelente equipa também, com bons jogadores, bem trabalhada e bem orientada. É um jogo especial e queremos muito vencê-lo. A nossa abordagem tem de ser muito segura, dentro do planeamento, mas com um acreditar e uma coragem muito grande. Temos de ser uma equipa corajosa, com a nossa identidade», disse Vasco Matos, sobre a necessidade que as duas equipas têm de pontuar para ganharem conforto pontual na fuga aos últimos lugares.
«Hoje há um grande conhecimento de todas as equipas. O Tiago [Margarido] conhece-nos bem e nós também conhecemos bem o Nacional. Obviamente, depois o jogo dita algumas coisas que nós não controlamos. Mas, acima de tudo, sabemos que o Nacional é uma equipa competente, tem boas dinâmicas, tem jogadores também com uma capacidade de execução boa. Tem pontos fortes, outros menos fortes, como todas as equipas têm. Vamos tentar explorar ao máximo esses momentos do jogo, que nós acreditamos que nos podem sair favoráveis e trazer os três pontos da Madeira», disse ainda sobre o confronto com os madeirenses.
O treinador do Santa Clara também abordou a reabertura do mercado e validou o regresso de Gustavo Klismahn, que estava emprestado ao Vissel kobe, do Japão. «É um jogador nosso que regressou e que está identificado com o nosso processo. Conhece a nossa dinâmica, a nossa realidade, está muito pronto para aquilo que é o nosso contexto, não vai ter dificuldades nenhumas em se adaptar e obviamente ficámos felizes. Acreditamos muito nele», afirmou, deixando ainda a garantia de que o Santa Clara só irá ao mercado, de forma «assertiva»: «Vamos ver o que é que pode acontecer, obviamente estamos atentos. Temos de ser muito cirúrgicos naquilo que possamos fazer, não podemos errar e a acontecer alguma coisa tem de ser uma abordagem muito assertiva e muito segura. Eventualmente poderá haver algumas saídas ou entradas, são coisas que não controlamos. Temos é de nos preparar para dar respostas a essas questões de uma forma assertiva, não podemos ir ao mercado só por ir. Se o formos, tem de ser claramente para acrescentar, porque senão estamos a dar tiros nos pés.»