Rui Borges fez a antevisão ao deulo de amanhã com o Estoril em Alvalade
- Foto: MIGUEL NUNES
Rui Borges fez a antevisão ao deulo de amanhã com o Estoril em Alvalade - Foto: MIGUEL NUNES

Um dos mais difíceis da época, eleições, racismo e adversário da Champions. Tudo o que disse Rui Borges

Treinador deixou muitos avisos para a partida de amanhã com o Estoril. Elogiou o adversário, falou do momento da equipa, das dores de cabeça Luís Guilherme/Pedro Gonçalves e afastou posicionamentos quanto às eleições leoninas

Como decorreu a preparação para este jogo diante de um adversário que venceu nas últimas 9 ocasiões?  O Sporting é amplamente favorito? 
-Claramente não. Vai ser dos jogos mais difíceis que vamos ter ao longo da época. É uma equipa dinâmica no processo ofensivo, tal alguns pontos parecidos com a nossa equipa. Gosta de ter bola, com bons jogadores, nas suas ações ofensivas. Em alguns momentos tem alguns desequilíbrios, faz parte dos abusos que procuram, mas acredito que nos vai expor a problemas diferentes do que temos apanhado.

- Estão definidas as 16 equipas dos oitavos da Liga dos Campeões. Atendendo à forma de jogar, a logística, que adversário preferia defrontar: Real Madrid ou Bodo? 
- Acima de tudo feliz, primeiro por entrarmos diretamente nos oitavos, depois por conseguirmos desfrutar desta competição. A equipa vai estar muito motivada a continuar esta caminhada fantástica. Em relação a uma preferência não tenho, só se for pelas horas de voo. Desfruto do jogo na Noruega ou em Espanha. Disputar os oitavos, é isso que nos motiva. Passar aos quartos é o nosso objetivo, independentemente do adversário.

- A renovação do treinador tem sido tema? Já fez alguma exigência? 
- Tenho contrato até 2027, estou focado no trabalho e muito focado no campeonato e continuar a marcar a história do Sporting.

- Como está a situação de Debast? Ele chegou a jogar depois voltou a parar.... O que aconteceu? 
- Debast está a treinar. Não vai a jogo por opção porque está a 100 por cento há poucos dias, mas está pronto para ajudar. Quando voltou, não estava a 100 por cento e vamos vendo a situação clínica do jogador. Sentia um desconforto e optámos por abrandar.

- Considera que esta é a fase mais decisiva da temporada? 
- É importante ter os jogadores todos disponíveis. Não sei se é a fase mais importante. É natural que possam pensar assim, jogos de Taça, campeonato e Champions. É uma fase importante naquilo que é o desfecho das provas em que estamos. Em termos de motivação, a equipa vai estar ligada e motivada. importante ter toda a gente.

- Depois deste jogo terá o FC Porto. Já falou com a equipa sobre isso? 
- Estou focado no Estoril, nem sequer falei sobre o jogo com o FC Porto com ninguém. Este jogo com o Estoril vai ser dos mais dificeis. Temos que encarar como o mais dificil porque é o próximo. O nosso foco é o campeonato, estamos a correr atrás. Queremos ser primeiro na tabela. 

- Espera um Estoril a jogar olhos nos olhos? 
- Espero um Estoril ambicioso, pressionante. É uma equipa que mudou o sistema inicial de jogo, mantendo algumas dinâmicas em termos de posicionamentos. É uma equipa com variabilidade de posições e jogadores, cria coisas diferentes. Vai obrigar-nos a pensar coisas diferentes. É uma equipa que gosta de ter bola. É uma boa equipa no processo ofensivo.

- Aproxima-se um ato eleitoral no Sporting com dois candidatos já definidos. O treinador do Sporting já sabe onde se vai posicionar? 
-O posicionamento é o Estoril. O meu papel é treinar e é nisso que me foco. 

- Como estão as situações clínicas de Nuno Santos e Kochorashvili? Podem ir a jogo? 
- O Gio (Kochorashvili) está fora e o Mangas também. O Fotis está em dúvida. O regresso dele é idêntico ao Zeno, no sentido de ser uma lesão específica. De resto, o Nuno Santos está bem. O único problema é que esteve muito tempo parado. A decisão está lá, a qualidade, mas falta a parte física e atleta. Está a sentir-se cada vez melhor e disponível. 

 - Sente que agora é mais complicado colocar Pedro Gonçalves no onze, tendo em conta a última exibição de Luís Guilherme? 
- Bem já conseguimos fazer grandes jogos com o Pote e agora um sem ele. Neste caso jogou o Luís Guilherme, já jogou o Trincão. São todos importantes. O Luís Guilherme chegou agora e tem 70 por cento de drible. São jogadores diferentes, mas importantes. Fico feliz por ter mais soluções. Luís Guilherme tem jogados mais à esquerda. Mas dá qualidade de um lado e outro. Está a crescer e é um miúdo rigoroso. Está a entender as dinâmicas e está a conhecer os colegas. No futuro será importantíssimo. 

- O Sporting está num ciclo de invencibilidade de 19 jogos, igualou o registo do ano passado. Sente que a equipa está mais forte e no seu melhor momento? 
- É subjetivo falar no melhor momento... não perdemos identidade. A intensidade, baixámos um pouco num ou outro jogo, mas a qualidade esteve lá. Os 19 jogos demonstram a regularidade da equipa. Houve um jogo ou outro, mas é natural. Não sei se é o melhor momento. Começámos bem a época, tirando o jogo com o FC Porto, mas temos sido competentes. Não há um melhor momento. Talvez tenhamos mais jogadores a voltar. Nesta fase tivemos muita malta de fora. Tivemos que abdicar do playoff da Champions. Jogámos em Dormtund com muitos miúdos da B. Melhor ou pior não sei. A equipa do ano passado foi campeã, este ano estamos na luta. 

- O que deu para aproveitar neste período em que a equipa não jogou por se ter apurado diretamente para os oitavos da Champions? 
- Foi importante porque treinámos mais um bocadinho. Normalmente não treinamos. Deram-nos mais treino, intensificar dinâmicas. Acredito que a repetição ajuda a interiorizar comportamentos. Esse estímulo é importante, ofensivo e defensivo. Deu para estimular, dentro da ideia de jogo. Criar o hábito mental daquilo que é o lado coletivo.

- Que comentário faz ao alegado caso de racismo de Prestianni/Vinícius Júnior? E este atento ao Real Madrid-Benfica? 
- Não vou entrar por aí. Já muitos treinadores falaram e bem. O racismo é um problema da sociedade, não só do futebol. Temos que estar cientes e fazermos o melhor. A nós, pais, cabe-nos fazer com que o mundo melhore nesse sentido. Creio que foi o Guardiola que falou nisso, nos professores, no papel deles. Hoje em dia os adolescentes e crianças são ensinados pelos professores também, mas nós pais temos essa responsabilidade de mostrar que somos todos iguais e aos poucos temos de afastar através da educação. Em relação ao jogo, estive atento porque era um bom jogo para assistir e foi um bom jogo.