UEFA avança com mudança de formato na qualificação para o Europeu
A fase de qualificação para o Campeonato da Europa de futebol masculino poderá ser alvo de uma profunda remodelação, com um formato adaptado da Liga das Nações a surgir como a principal opção em estudo, de acordo com o The Guardian. A alteração, que visa tornar a competição mais apelativa, deverá ser implementada após o Euro 2028.
As propostas foram apresentadas ao comité de competições de seleções nacionais da UEFA e serão agora analisadas pelas federações de futebol de cada país. A decisão final caberá ao comité executivo da UEFA, que se reunirá em Istambul antes da final da UEFA Europa League do próximo mês.
Há já algum tempo que existe a preocupação de que o modelo atual de qualificação para as grandes competições internacionais é pouco atrativo para os adeptos e para os detentores de direitos televisivos. Com o aumento do número de vagas nas fases finais de Europeus e Mundiais, os apuramentos tornaram-se, em grande parte, rotineiros para as seleções mais fortes.
Um grupo de trabalho, que inclui o diretor-executivo da Federação Inglesa (FA), Mark Bullingham, tem vindo a estudar novas alternativas. Entre as possibilidades encontra-se o «sistema suíço», já utilizado na UEFA Champions League, mas esta opção é menos favorecida pelas emissoras televisivas, pois ainda pode resultar em jogos desequilibrados.
O formato preferido pelas principais nações do continente baseia-se no modelo da Liga das Nações, semelhante ao que já é usado na qualificação europeia para o Mundial feminino. Este sistema utiliza o ranking mais recente da Liga das Nações para dividir as seleções em três ligas, que por sua vez são subdivididas em grupos de quatro equipas, garantindo confrontos entre seleções de nível semelhante.
No modelo feminino, os vencedores dos grupos da Liga A qualificam-se diretamente, havendo depois um sistema de play-off alargado para apurar as restantes equipas. Dado que o Europeu masculino apura 24 seleções, em comparação com as 11 vagas da UEFA para o Mundial feminino, é provável que o novo formato, a ser aprovado, permita mais apuramentos diretos.
Apesar de este modelo satisfazer a procura por mais jogos entre as seleções de topo, existe o risco de as nações de ranking inferior se sentirem desprezadas, um tema que deverá ser debatido entre as federações. A manutenção do formato atual também será discutida, mas é vista com maus olhos por países como a Inglaterra, que desde 2009 perdeu apenas um jogo em fases de qualificação e considera o sistema obsoleto.