Triplos de Dunn levam dragão à vitória no clássico
O FC Porto entrou melhor no clássico, mas foi breve o ascendente. Antes dos cinco primeiros minutos, com Aaron Broussard a marcar oito dos primeiros dez pontos do Benfica, e uma fase do jogo incaracterística, com muitos erros e sem que a bola caísse no cesto, os encarnados deram a volta após parcial de 3-12 (ou 8-0), forçando Fernando Sá a pedir desconto de tempo para reagrupar as tropas.
Seguiu-se uma série de turnovers de parte a parte. Final do primeiro período: 13-20. Apenas se marcou um triplo no 1.ª quarto, por Cornelius Hudson, do FC Porto, mas depois os azuis e brancos ficaram quase 4 minutos sem marcar e sofreram um parcial de 0-8.
No reinício, as águias alargam a vantagem para a maior até então, nove pontos: 13-22. Mas reação dos dragões, com parcial de 9-0 culminado com triplo de Corey Williams, relança o jogo para empate (22-22). O Benfica continuou a não converter lançamentos triplos, marcando apenas dois pontos na primeira metade do 2.º período e permitiu ao FC Porto passar para a liderança: 24-22, a 5.30 minutos do intervalo.
Dois minutos depois, já eram seis os pontos de vantagem para os portistas (34-28), no seguimento de parcial de 21-8. Todavia, surpreendentemente, o Benfica recuperou e deu a volta (34-35) e nos últimos segundos Broussard, ao marcar o primeiro triplo do Benfica em toda a 1.ª parte do jogo (1/8), levou as águias para o descanso com quatro pontos de avanço (34-38).
Muito poucos pontos marcados nos primeiros 20 minutos. Apesar do Benfica ter cometido 10 turnovers, contra apenas 3 dos locais, o FC Porto apenas conseguiu transformar essas perdas de bola em 3 pontos. Os tetracampeões, que gostam de jogar em transição, ainda concretizam contra-ataques: zero, com 26 dos 38 pontos ao intervalo obtidos na área pintada. Depois de estar a perder por 39-26, tendo apenas marcado 4 pontos nos primeiros 6 minutos do 2.º quarto, o Benfica respondeu com um parcial de 5-12.
O FC Porto volta a entrar melhor e faz 5-0, regressando à liderança (39-38), mas pouco depois dois triplos consecutivos do Benfica, por José Silva, repuseram a equipa à frente: 44-43. Os dragões respondem com dois triplos também praticamente seguidos, por Corey Williams, a resultarem em nova reviravolta: 51-48. E aos 53-53 era a quinta vez que havia igualdade só no 3.º período. Desfeita no derradeiro segundo por Tanner Omlid: 56-55.
Após sete alternâncias de liderança e sete igualdades, tudo a decidir nos dez minutos finais. Foi ótimo o recomeço dos dragões, com cinco lançamentos triplos a caírem: dois para Voytso e três de Dunn, contra um das águias, por Geno Crandall, a adiantar os portistas para oito pontos (72-64) a seis minutos do fim. Mais um triplo do imparável Jhonathan Dunn elevou a vantagem do FC Porto para 12 pontos. O norte-americano marcava 13 dos 22 pontos do FC Porto nessa altura do último quarto.
Aos 84-66, com 3 minutos por jogar, a vitória ficou definitivamente na mão... do dragão. E a exclusão de Jhonathan Dunn, o herói do jogo, nada alterou, apenas proporcionou a ovação da tarde na Dragão Arena.