Artur Jorge venceu o Brasileirão e a Libertadores em 2024 com o Botafogo, de Textor
Artur Jorge venceu o Brasileirão e a Libertadores em 2024 com o Botafogo, de Textor - Foto: IMAGO

Textor: «Artur Jorge? Ainda vamos beber uma cerveja juntos...»

Proprietário da SAF do Botafogo respondeu a uma alegado interesse do Cruzeiro num jogador seu, Barboza, e afirmou que seu ex-treinador «tem de deixar os jogadores em paz»

O proprietário da SAF do Botafogo, John Textor, garantiu não ter recebido qualquer proposta formal do Palmeiras, de Abel Ferreira, ou do Cruzeiro, de Artur Jorge, pelo defesa Alexander Barboza, desvalorizando as notícias sobre a saída do jogador argentino.

Após uma visita ao treino da equipa no Rio de Janeiro, o dirigente norte-americano abordou o alegado interesse dos dois clubes brasileiros, mostrando-se tranquilo com a situação. Textor comentou ainda, em tom de brincadeira, as notícias que apontam o seu antigo treinador, com quem venceu a Libertadores e o Brasileirão, como uma peça-chave para uma eventual negociação.

«É normal o contacto entre os departamentos de futebol. Mas não vi proposta do Palmeiras. Ouvi que o Artur Jorge, do Cruzeiro, estaria interessado no Barboza. Acho que ele deveria ligar para o seu parceiro, amigo e ex-adjunto Franclim Carvalho [atual treinador do Botafogo]. Se ele quer um jogador, é a abordagem mais correta. Mas isso não aconteceu. Não recebemos nenhuma proposta do Cruzeiro», garantiu, continuando a brincar com a situação.

«Talvez ele [Artur] esteja só a brincar connosco ou algo assim [risos]. Ainda vamos beber uma cerveja juntos. Vou polir o nosso troféu que conquistámos, mas ele tem de deixar os nossos jogadores em paz», afirmou John Textor.

Outro tema abordado pelo proprietário da SAF foi o processo de recuperação judicial iniciado pelo clube esta semana. Textor revelou a intenção de injetar 25 milhões de euros do seu próprio capital no Botafogo, mas sublinhou que precisa da aprovação dos acionistas numa assembleia agendada para o dia 27.

«Peço que os acionistas parem de falar nos bastidores, parem de falar com os advogados. Vão à reunião. O clube precisa de dinheiro, então apresentem as vossas propostas, coloquem o dinheiro. Eu fiz a minha proposta», declarou, acrescentando que tem parceiros dispostos a investir ao seu lado.

Apesar de enfrentar várias ações judiciais, Textor acredita que a relação com o clube social do Botafogo está a melhorar e espera obter o apoio necessário na próxima assembleia. Caso contrário, pondera recorrer à justiça brasileira para aprovar o investimento.

«Se mais ninguém está a colocar dinheiro, e a mim, legalmente, não me é permitido colocar dinheiro, a recuperação pré-judicial permite-nos ir a um juiz e dizer: 'ok, o dinheiro fala, o dinheiro está aqui para resolver os problemas'. Eu disse na noite anterior que estou aberto a que alguém faça uma oferta de investimento. Mas não há outro investidor, não estão a encontrar», concluiu.