Sporting: só num cenário excecional Varandas receberá 890 mil euros em 2026/27
A política de remunerações do Conselho de Administração da Sporting SAD é um dos pontos que serão discutidos e votados na Assembleia Geral de Acionistas da sociedade, agendada para o próximo dia 26 de outubro, no Estádio José Alvalade.
Segundo consta do comunicado remetido à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o presidente Frederico Varandas poderá vir a auferir um teto máximo de 890 mil euros brutos anuais na época 2026/27. Contudo, esse montante apenas será alcançado num cenário de excecionalidade desportiva e financeira para os leões.
Em detalhe, o vencimento divide-se entre uma componente fixa e uma variável. A parcela fixa tem o limite de 356 mil euros anuais, enquanto o prémio variável — até 534 mil euros — está condicionado ao desempenho em campo e nas contas do clube. Por exemplo, se o Sporting conquistar a Liga, a Taça de Portugal e a Allianz Cup, mas a SAD registar prejuízo no exercício, Varandas perde o direito à remuneração variável, recebendo unicamente o vencimento fixo. O mesmo sucede se forem violadas as regras de fair-play financeiro da UEFA.
Os restantes dois administradores executivos, Francisco Salgado Zenha e André Bernardo, auferem 75% destes valores, situando-se os seus vencimentos globais entre os 267 mil euros (componente fixa) e os 667,5 mil euros brutos anuais.
Quanto ao teto da componente variável, os prémios máximos de 534 mil euros para o presidente e de 400,5 mil euros para cada um dos administradores executivos só serão atingidos num quadro extraordinário: na vertente desportiva, será necessário que os leões vençam todas as competições internas e conquistem ainda a Champions ou a Liga Europa. Na vertente financeira, a atribuição do prémio exige igualmente um resultado operacional expressivo, calculado com base na média ponderada dos últimos três exercícios.
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