Trincão é esquerdino do Sporting com mais golos (Foto IMAGO) - Foto: IMAGO

Sporting: o segredo está na esquerda (e não é política)

Dos 113 golos apontados pelo leão esta temporada, 44 aconteceram com remates com o pé canhoto

O Sporting versão 2025/26 virou, definitivamente, à esquerda. Não politicamente, que isso são contas de outro rosário, mas na componente de golos apontados com a canhota.

Na verdade, dos 113 golos apontados na temporada em curso, 44 aconteceram de pé esquerdo, estratificando-se em 25 na Liga, nove na Champions, cinco na Allianz Cup e outros tantos na Taça de Portugal.

Aliás, em termos de campeonato nacional, os leões lideram este ranking particular, à frente do Gil Vicente, com 20, e do FC Porto, com 18.

Podem existir vários fatores a explicar este facto, mas a características privilegiadas por Rui Borges no futebol ofensivo do leão podem dar uma ajuda. E grande. Com efeito, o treinador aposta numa variabilidade ofensiva assinalável, feita de passe curto e com os extremos em combinações curtas em termos de jogo interior, o que permite aparecem em zonas de finalização em situação favorável para os remates certeiros.
Além disso, é preciso atentar ao número de canhotos já chamados a jogo por Borges esta temporada. Serão muitos? Poucos? São 14. A saber: Rui Silva, Gonçalo Inácio, Matheus Reis, João Muniz, Nuno Santos, Maxi Araújo, Ricardo Mangas, João Simões, Daniel Bragança, Geny Catamo, Luís Guilherme, Trincão, Geovany Quenda e Harder.

Pode-se retirar destas contas Rui Silva porque é guarda-redes e não tem muita influência no jogo ofensivo, mas em boa verdade também se podem adicionar outros que demonstram facilidade de finalizar de pé esquerdo como Morita, Pedro Gonçalves, Ioannidis ou Luis Suárez.
No lote de canhotos o melhor marcador da é Trincão (12 golos), seguido por Geny Catamo (oito), Maxi Araújo (seis) e Quenda (cinco).  
Ainda no último encontro do leão, por exemplo, diante do Santa Clara, dois quatro golos apontados (4-2)dois foram de pé esquerdo, no caso os de Daniel Bragança que consumou a reviravolta e o de Trincão, que colocou o resultado em 3-1.

Além desta propensão esquerdista, há a apontar ainda a capacidade leonina para golos de fora da área, pois dos 113 anotados, 19 foram de longe, com Pedro Gonçalves a destacar-se nesse particular, com seis.

Agora vem aí o Arsenal nos quartos de final da Liga dos Campeões e mais que de pé esquerdo ou direito, dentro ou fora da área, o leão quer é ganhar. Até porque o apuramento para as meias-finais da prova, além de ser escrita história porque os verde e brancos nunca estiveram nesta fase, rende aos cofres do clube de Alvalade €15M.