«Sinner descobriu algo de bom contra Alcaraz. Ninguém consegue competir com ele»
No podcast 'Nothing Major', os antigos jogadores americanos John Isner, Sam Querrey e Steve Johnson analisaram o sucesso de Jannik Sinner na terra batida monegasca e especialmente a final contra Carlos Alcaraz. Os dois primeiros participaram num grupo de discussão com Jim Courier, tetracampeão de Grand Slam, que resumiu a situação da final da seguinte forma: «O vento afetou mais a criatividade de Carlos do que a consistência de Sinner», analisou Querrey.
«Carlos, especialmente no segundo set, não encontrou o momento certo ou um golpe espetacular que incendiasse o público, e o vento teve alguma culpa nisso», reforçou o antigo número 11 mundial.
Isto porque, para além de se tratar dos dois melhores tenistas da atualidade, que na passada temporada já trouxeram emoção extra ao Circuito, Sinner, de 24 anos e número 1 do ranking ATP, regista três vitórias em três torneios Masters 1000 em 2026. E é considerado em vantagem face a Alcaraz: «O serviço é excelente, não falhou nada com o primeiro», destacou Isner sobre a final de Monte Carlo, onde o italiano venceu o espanhol por 7-6 (5), 6-3. .
O novo campeão do Principado está invicto este ano nos torneios Masters 1000, tendo já conquistado os três troféus em disputa até agora: Indian Wells, Miami e Monte Carlo. No entanto, foi este último que gerou as maiores reações de admiração.
Independentemente das condições, é claro para todos que Jannik está numa série formidável. «Três títulos Masters seguidos. De esquerda contra esquerda, ninguém consegue competir com ele. Nem mesmo Carlos agora. E Carlos, de certa forma, reconheceu isso», salientou Querrey.
Por sua vez, Johnson, ex-número 21 da ATP, destacou o serviço do italiano e a sua importância nos recentes e extraordinários resultados. «No ano passado, na final do US Open, o serviço traiu-o em certos momentos. Aqui foi excelente, especialmente no tie-break. Não creio que tenha falhado um único», comentou Steve.
«Acho interessante como os dois se ajustam quando jogam um contra o outro. No ano passado, Carlos teve a vantagem. Agora parece que Sinner descobriu algo bom. Veremos, no entanto, mais destas oscilações – um ganha três ou quatro seguidos, depois o outro ajusta e faz o mesmo. É por isso que esta rivalidade é tão fantástica», acrescentou Johnson.
Isner é cauteloso em declarar Jannik invencível. «Ele tem uma grande vantagem agora, mas Carlos venceu no Open da Austrália. Estão numa corrida contínua, é ótimo de seguir», referiu o antigo número 8 da ATP.
Para os três antigos tenistas americanos, a temporada de terra batida será extremamente interessante de acompanhar, embora Johnson incline-se para Jannik. «Tenho mais confiança nele porque vai jogar menos», explicou. «Carlos poderá jogar em Barcelona, Madrid, Roma, é muito ténis. Os torneios Masters são longos, o calendário é duro. Por isso, dou vantagem a Sinner em Roma, mas Carlos poderá encontrar a solução até Roland Garros», foi a conclusão.