Commey foi o homem do jogo, com dois golos, na cambalhota do Leixões frente ao Paços de Ferreira (Foto Leixões)
Commey foi o homem do jogo, com dois golos, na cambalhota do Leixões frente ao Paços de Ferreira (Foto Leixões)

Reviravolta épica do Leixões num jogo 'à inglesa' com Paços de Ferreira

Jogo de qualidade no Estádio do Mar... O Paços chegou ao 2-0, mas o Leixões, a jogar em casa, operou uma enorme reviravolta por Salvador e um bis de Commey, homem do jogo...

O Leixou entrou em campo mais dominador. Depois de duas derrotas caseiras, queria impor finalmente a lei do Mar, digo, do Estádio do Mar, e andou sempre mais perto da área do Paços de Ferreira. Tento ainda fazer uso da pressão alta, o que tendo resultado amiúde em complicar a saída de bola dos forasteiros, também respresentava alguns riscos. Como se comprovou ao minuto 27 quando Anílson fez um grande passe longo, em profundidade, a isolar David Costa. Com o Leixões em contrapé, David Costa tirou a oposição da frente e rematou para o golo inaugural do encontro.

Atenção que para trás tinham ficado três oportunidades de golo. Bica, aos 9 minutos, bem enquadrado, rematou muito ao lado; Falé, aos 13, teve o azar de ver Igor Stevanovic fazer uma enorme defesa a negar o golo do Paços; e Ricardo Valente, aos 23, está muito perto do golo para os bebés do mar. Mas foi David a dar à Costa com um golo que deixou o Leixões um pouco atordiado. Tabto que o segundo do Paços de Ferreira surgiu sete minutos depois, numa recuperação d ebola a meio campo e rápido lançamento de João Vítor na cara do golo. O avançado foi muuito mais decidido do que o guarda-redes de Matosisnhos, que abordou o lance e medo, e foi batido.

Foi na experiência e inconformismo de Salvador Agra que surgiu a reação mais forte do Leixões. Mesmo em cima do intervalo, o extremo a rematar em arco, de fora da grade área, para um grande golo. E levar para o balneário a esperança de uma cambalhota na segunda metade.

De facto, foi com revigorada vontade que o Leixões regressou para a segunda parte. E precisou de apenas seis minutos para chegar ao empate. Na sequência de um pontapé de canto, Bica obriga Rafa Soares a uma grande defesa. Na recarga, Commey, de cabeça, a não perdoar.

O jogo entrou numa fase de equilíbrio, mas sempre pela positiva. Nem sempre bem jogador, mas intenso, rápido, vertical. Com inumeras transições, lances que faziam adivinhar que o jogo poderia cair para qualquer dos lados, por muito que o Leixões arriscasse mais e puxasse mais pelo jogo. E foi neste bola cá / blola lá que o Leixou voltou a ser feliz e bola parada. Novo canto, novo ressalto para Commey, novo remate para golo, desta vez com o pé direito. Estava consumada a reviravolta. No deve e haver, merecida. Porque o Leixões criou algo mais e porque teve de suar muito para ir atrás da cambalhota.