Premier League, LaLiga, Serie A e Bundesliga unem-se e exigem reforma na FIFA
Premier League, LaLiga, Serie A e Bundesliga uniram-se para exigir uma reforma profunda na gestão da FIFA, acusando o organismo e o seu presidente, Gianni Infantino, de ameaçarem os alicerces do futebol. Num comunicado conjunto divulgado esta sexta-feira, as quatro principais ligas europeias apontam para um «problema de gestão».
A contestação surge na sequência de várias polémicas, com as ligas a denunciarem que «os fundamentos históricos do futebol foram ameaçados por um problema de gestão fundamental: o presidente da FIFA tem incentivado ativamente iniciativas abusivas em vez de proteger o desporto».
Apesar de o controverso projeto FIFA Forward Enterprise (FFE), que previa a criação de uma sociedade comercial aberta a investidores privados, ter sido abandonado, as ligas alertam que «as condições que permitiram a sua criação persistem». A proposta de Infantino, que é recandidato à liderança da FIFA, de realizar uma «consulta» às 211 federações-membro para reformar o funcionamento do organismo é considerada insuficiente.
As quatro entidades defendem que «uma reforma fundamental da gestão é indispensável para restabelecer limites estatutários claros no seio da FIFA e garantir, de forma demonstrável, que os processos disciplinares individuais permaneçam imunes a qualquer interferência política». Como exemplo, é mencionada a anulação do cartão vermelho de Balogun durante o Mundial 2026, após uma intervenção de Donald Trump.
Para resolver o que consideram ser uma «expansão incessante da FIFA», as ligas propõem uma nova estrutura de gestão assente em três pilares: atribuir às partes interessadas um papel real na tomada de decisões, garantir que as decisões se baseiam em dados objetivos e proteger a função reguladora da FIFA da sua função comercial.
Com as eleições presidenciais da FIFA agendadas para março de 2027, as ligas europeias sublinham a necessidade de um processo transparente. «Todos os candidatos à presidência da FIFA devem publicar o seu programa, debatê-lo e respeitar regras eleitorais justas», afirmam.
O apelo termina com um convite alargado a todas as partes interessadas do futebol mundial, desde confederações e federações a clubes, sindicatos de jogadores e grupos de adeptos, para que se juntem à causa. «Chegou o momento de decidir não só quem vai dirigir a FIFA, mas também como deve ser dirigida», concluem.
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