Jakub Kiwior em ação frente à Bósnia, em duelo da Liga das Nações
Jakub Kiwior em ação frente à Bósnia, em duelo da Liga das Nações - Foto: IMAGO
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Posição de Kiwior gerou debate na Polónia, mas no FC Porto não há dúvidas

Defesa foi utilizado como lateral-esquerdo frente à Bósnia e exibição mereceu críticas, com saída ao intervalo. Jan Urban confirma que dragão vai voltar ao eixo. Foi aposta inicial de Farioli no corredor em apenas quatro jogos, mas agora não faltam opções...

Figura incontornável e um dos esteios do FC Porto desde que chegou à Invicta proveniente do Arsenal, no verão de 2025, Jakub Kiwior delicia o universo azul e branco com grandes exibições e uma regularidade notável no eixo dos campeões nacionais comandados por Francesco Farioli, ao lado do compatriota e xerife Jan Bednarek.

Central de raiz, o canhoto de 26 anos também pode atuar como lateral-esquerdo — já o fizera nos gunners —, posição que não é desconhecida também nos dragões e na qual jogou na passada sexta-feira diante da Bósnia, ao serviço da Polónia, no encontro da ronda inaugural da Liga B da Liga das Nações.

A exibição acabou por não correr bem ao número 4 dos azuis e brancos. Viu um cartão amarelo aos 19 minutos, errou passes e acabou substituído pelo selecionador Jan Urban ao intervalo, dando a vez a Przemyslaw Frankowski, do Rennes.

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Após o nulo frente aos bósnios, a posição de Kiwior foi tema na Imprensa polaca, com algumas críticas não tanto direcionadas ao jogador, que não teve uma exibição exuberante, mas sim ao treinador de 64 anos, que tem sido alvo de contestação.

Olhando às características do defensor portista, diz-se na Polónia que não confere a profundidade necessária na asa esquerda e não encaixa naquele lugar. Além disso, forma uma dupla praticamente impenetrável com Bednarek na Invicta, pelo que faria todo o sentido repetir a fórmula na seleção — ao lado do ex-Southampton jogou o jovem de 18 anos Kacper Potulski, que representa o Mainz.

Jan Urban não se opõe a escalar o onze num sistema de três defesas, no qual Kiwior jogaria como central pelo lado esquerdo, mas tem sido mais frequente utilizar um 4-2-3-1, que requer outro tipo de funções aos elementos da retaguarda.

Na antevisão ao embate com a Suécia, marcado para esta segunda-feira, o técnico acabou por confirmar que a experiência com o jogador do FC Porto chegou ao fim, sublinhando que a escolha para o eixo recairá «provavelmente» sobre a dupla Kiwior-Bednarek.

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«Para mim, Potulski continua a ser um jogador que entra na seleção, assim como a maioria dos jovens jogadores, enquanto Kiwior volta à sua posição de origem. De facto, talvez desistamos dessa tentativa de colocá-lo na lateral-esquerda», salientou em conferência de Imprensa.

Quatro vezes como lateral no Dragão... e duas em clássicos

Conhecedor profundo e fã assumido das virtudes de Kiwior no centro da defesa, Francesco Farioli também já recorreu à versatilidade do polaco para o utilizar na lateral, mas esse cenário, pelo menos no onze inicial, só se verificou em quatro ocasiões.

Seja pela falta de opções na posição, seja para acomodar o reforço de inverno Thiago Silva na equipa, foi a partir de janeiro que o canhoto atuou nesse lugar, e curiosamente duas dessas partidas foram clássicos — Benfica (quartos de final da Taça de Portugal), Gil Vicente (19.ª jornada da Liga), Sporting (segunda mão das meias da prova rainha) e Estrela da Amadora (31.ª ronda do campeonato).

Já na época em curso, com o leque de escolhas reforçado — Souza juntou-se a Zaidu e Francisco Moura —, o treinador não pensa em Kiwior para o corredor: fá-lo-á apenas em último recurso.

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