Jorge Braz revelou os 14 jogadores que vai levar ao Europeu para defender o título - Foto: FPF
Jorge Braz revelou os 14 jogadores que vai levar ao Europeu para defender o título - Foto: FPF

Portugal vai «vestido e maquilhado» para ser quem dança melhor no Europeu

Selecionador nacional com equipa renovada para defender o título Europeu. Zicky e João Matos de fora, mas isso é «excelente sinal»

Jorge Braz anunciou nesta quarta-feira o nome dos jogadores que vai levar para a Eslovénia para a fase final do Europeu, que arranca a 21 de janeiro.

Portugal entra em prova com o estatuto de bicampeão europeu, mas o selecionador defende que isso não traz nem vantagem nem pressão.

«A taça é nova e ainda não a temos. Já nem é o mesmo troféu. Mas não há peso nem pressão. Vamos para o palco de que mais gostamos. É para isto que trabalhamos. Temos dias de enorme sacrifício e superação nesta fase de preparação, mas depois é para sermos nós próprios. Somos bicampeões, mas isso não nos dá pontos para passar o grupo, nem um golo a mais na fase a eliminar», começou por defender, desejando ver uma equipa novamente dominadora.

«Temos de voltar a ser o Portugal, não o do passado, mas um ainda melhor. Estes próximos 10 dias vão ser difíceis, vai ser duro. Depois o Campeonato da Europa é a festa que queremos. Vamos preparar-nos, vestir e maquilhar muito bem para usufruir da festa e ser quem dança melhor», acrescentou, sorridente.

A lista divulgada em conferência de imprensa tem algumas baixas de peso, nomeadamente Zicky Té (lesionado) e João Matos, mas aquilo que o selecionador realça é a dificuldade que teve em selecionar os 14 jogadores.

«Há várias ausências. Mas isso é muito positivo e agradável para o futsal português. Tenho orgulho em afirmar que é a primeira vez que deixo quase uma equipa de fora. Uma equipa que podia ir ao Europeu e não alterava os objetivos. É um excelente sinal para o futsal nacional. Achámos que estes seriam os melhores 14, mas ficou quase uma equipa de fora», revelou.

Falando especificamente sobre João Matos, fixo de 38 anos que é o português mais internacional de sempre e habitual capitão, Braz recusa falar em «fim de ciclo».

«O João Matos já não esteve connosco esta época na preparação. Siga. Temos de olhar para os objetivos que temos. Ele representa muito, até para mim, sobretudo pelo lado humano. E há um respeito brutal por esta equipa de que falei e que não vai. Humanamente é muito difícil para o selecionador, mas profissionalmente há decisões para tomar e tem de se seguir em frente porque há desafios muito importantes a chegar», sublinha.

Da mesma forma, a chamada de Rúben Góis e Diogo Santos, dois dos mais novos do grupo, são encaradas pelo técnico como algo natural.

«Não é uma mudança de ciclo. É um processo normal. São dois exemplos do que eu tanto gosto: ‘dá cá a bola que eu jogo’. Estão num excelente momento e não têm problemas em jogar seja qual for o contexto. A irreverência vai-nos diferenciando e é vantajosa para nós. Porque eles jogam de forma genuína e quando assim é, depois ensinamos os erros que têm de corrigir. Isso tem caracterizado muito o futsal português», orgulha-se.

Adversários vistos por Braz à lupa
Itália: «Está com uma equipa muito experiente. Qualificaram-se no play-off de forma sensacional contra o Cazaquistão, que foi o nosso último carrasco. O novo selecionador tem feito um grande trabalho para criar uma equipa competitiva e manhosa, que sabe gerir os momentos. Será o primeiro jogo e será um adversário interessante para iniciarmos a competição logo de pestana aberta.» Hungria: «É uma equipa muito organizada e tem uma dinâmica muito interessante, com um treinador espanhol de quem gosto muito. Sabem gerir muito bem todos os momentos e vão tentar sempre gerir à maneira deles.» Polónia: «É das seleções que tem crescido mais. Tem crescido muito o campeonato da Polónia, onde estão muitos jogadores portugueses, e também tem evoluído muito a seleção. São extremamente físicos, diretos e pacientes.»