Campeão nacional de -73 kg Otari Kvantidze
Adicione A BOLA às suas preferências do Google

Otari Kvantidze: «Foram quatro meses de porrada, porrada, porrada. Estou pronto para o Mundial!»

Judoca do Sporting aponta ao topo em Baku após preparação brutal, mas logo no combate inaugural terá de medir forças contra o japonês que ganhou os dois últimos Grand Slam de Tóquio e é campeão do seu país

Após a estreia na edição de Abu Dhabi-2024 e de ter voltado a competir em Budapeste-2025 — onde terminou na 7.ª posição —, Otari Kvantidze (-73 kg) chega ao 39.º Mundial em Baku 2026 como 36.º do ranking e com a confiança mais elevada do que nunca.

Esta terça-feira, no terceiro dia do campeonato — no qual já entraram em ação três dos nove judocas que se deslocaram ao Azerbaijão: Catarina Costa (-48 kg), Bernardo Tralhão (-60 kg) e Miguel Gago (-66 kg), tendo a melhor classificação ficado pelos 9.º lugares alcançados por Catarina e Bernardo —, Kvantidze surge como uma das apostas para chegar à luta pelas medalhas.

O judoca do Sporting mostrou essa confiança em conversa com A BOLA. Contudo, o sorteio ditou que terá de começar logo com um momento de superação: na ronda inaugural, terá pela frente o japonês Ryuga Tanaka (19.º do ranking), de 23 anos, vencedor do Grand Slam de Tóquio em 2024 e 2025 e medalha de bronze nas Universíadas Rhine-Ruhr 2025.

Para quem vai disputar o terceiro Mundial na carreira aos 23 anos, o que é que as últimas provas e aquilo que sente neste momento lhe permitem sonhar para Baku?

Otari Kvantidze Fotografia Maycon Quiozini/A BOLA

As minhas expectativas para este Mundial são maiores do que nunca, porque a preparação que a equipa fez para Baku ao longo de todo o verão foi brutal. Realizámos um excelente trabalho e estamos mais confiantes para este Campeonato do Mundo.

Seleção Masculina

-60 kg Bernardo Tralhão 1.º Mundial ACM

-66 kg Miguel Gago 2.º Mundial Académica

-73 kg Otari Kvantidze 3.º Mundial Sporting

-100 kg Jorge Fonseca 10.º Mundial Sporting

E o que é que foi de destacar nessa preparação? O que é que trabalhou para estar com essa confiança?

Estivemos quatro meses a fazer estágios internacionais. Todos os dias era porrada, porrada, porrada… Foi treinar muito, com sessões bidiárias e, em alguns dias, até três treinos. Quando olhamos para trás e temos consciência do esforço e dedicação que colocámos nesta preparação para esta prova, isso dá-nos um backup para estarmos tão confiantes.

Seleção Feminina

-48 kg Catarina Costa 8.º Mundial Académica

-63 kg Joana Crisóstomo 2.º Mundial U. Lusófona

-70 kg Taís Pina 3.º Mundial Algés

-78 kg Patrícia Sampaio 6.º Mundial Gualdim Pais

+78 kg Rochele Nunes 5.º Mundial Benfica

Nessa preparação, procurou evoluir naquilo em que já era forte — uma vez que no ano passado teve uma temporada bastante boa, apesar de ter quebrado um bocadinho depois —, ou procurou adquirir técnicas novas?

Como sabemos, ao longo da carreira há sempre momentos altos e baixos. Mas sim, 2025 foi bastante competitivo, estava sempre nos blocos finais e fui 3.º no Europeu de sub-23. Estive sempre a disputar combates pelas medalhas. Este ano as coisas não correram como queria ou esperava, no entanto, não me sinto mais fraco do que na época passada. Acho até que estou muito mais forte, mas há coisas que não conseguimos controlar.

E nesse período duro em que foi «só porrada, porrada, porrada», o que é que procurou trabalhar especificamente?

Procurei trabalhar mais a tática e situações específicas em que antigamente errava e que agora melhorei bastante. Por isso digo que estou mais forte do que nunca, o que me permite estar com as expectativas mais elevadas e não recear ninguém que venha a ter pela frente. É isso.

Vídeos

A iniciar sessão com Google...