Sesko saltou do banco para dar os três pontos aos 'red devils'. #DAZNPremier

O grito de revolta do Benjamin (crónica)

Sesko saltou do banco para marcar um golo em que praticamente só ele acreditou. Manchester United passa na visita ao Everton e regressa ao quarto lugar da Premier League. Michael Carrick soma quinta vitória em seis encontros e promete aumentar registo

Aos 72 minutos, perante um Everton que carregava em busca de um golo que valesse a vitória, uma bola longa de Matheus Cunha encontrou Mbeumo bem para lá do meio-campo, descaído para direita. «Tudo bem», terão pensado os adeptos dos toffees ao verem que com ele seguia o experiente central Michael Keane. Só que é nessa altura que se apercebem, porém — provavelmente até alguém grita —, de que há uma camisola vermelha a disparar desde a sua grande área, com ninguém à volta e o gigante Tarkowski já muitos metros atrás. O camaronês aguenta então a bola o tempo suficiente para que Sesko chegue e coloca-a jeito do pé direito do esloveno. Fatal! Jordan Pickford nada podia fazer, o Manchester United estava na frente do marcador.

Mesmo sem um domínio claro, os red devils tinham ameaçado mais. Houve uma bola de Matheus Cunha nas costas do vira-casacas Diallo (4'), quando este fechava sem querer a baliza. Houve ainda Dallot do meio da rua (30') e Bruno Fernandes a atirar por cima (45'+2), no entanto não tão alto como Mbeumo, junto ao segundo poste, quando tentou destruir a bola só com um único pontapé (52'). Parece muito, mas não foi. São mais meias-oportunidades, do que chances flagrantes. Exatamente porque nunca houve realmente inspiração, graças ao ritmo a que o rival obrigou, que não permitiu que se gastassem muitos segundos a pensar.

Empurrado pelo seu público, o Everton nunca se ficou. Respondeu sempre. Conseguiu apertar o maior talento dos rivais em cada duelo, pressionando a saída, tentando roubar no meio-campo e lutando por cada bola na sua área. Em nunhum momento, os de Manchester sentiram conforto. Só mesmo quando o árbitro apitou para o final.

O problema é que no ataque também o caminho era tortuoso para os da casa. Os reddevils não se importaram de sofrer, devolvendo em suor e luta a fórmula que David Moyes aplicava. Por isso, sucederam-se os cruzamentos, os livres laterais e os cantos (dez contra um), com o guarda-redes Senne Lammens e o central Harry Maguire irrepreensíveis no jogo aéreo.

O United, ao contrário de outros momentos, aguentoue festejou com os adeptos. O triunfo. O regresso ao quarto lugar, vaga de Liga dos Campeões. A quinta vitória em seis jogos na era Michael Carrick, ainda interino, depois da saída de Ruben Amorim, mas provavelmente já a seduzir quem manda para uma posição definitiva.