Luís Freire: «Qualificação inteiramente justa»
Luís Freire não escondeu a satisfação depois de Portugal garantir o apuramento para o Euro 2027 de Sub-21. O selecionador destacou o percurso da equipa, a resposta dada frente a Gibraltar (4-0) e deixou uma dedicatória especial a Chermiti e Roger Fernandes, ausentes por lesão.
«Estou satisfeito, principalmente pelo percurso todo que fizemos. Quero dedicar esta qualificação ao Chermiti e ao Roger, são jogadores de quem gostamos muito e que fazem falta», começou por dizer, em declarações ao Canal 11.
«Procurámos o golo desde o início, tivemos muitas oportunidades e alguma ansiedade para a bola entrar. A partir do golo do Mora, ganhámos mais calma e o segundo golo antes do intervalo também foi importante.»
«Fizemos por merecer. O adversário fez pouco ou nada e, na segunda parte, ainda fechou mais. Às vezes não é fácil desbloquear, mas fomos sempre persistentes. Disse que podia ser um jogo competitivo, mas foi um 4-0 limpo», acrescentou.
O selecionador deixou ainda elogios ao grupo: «É uma malta jovem, mas muito comprometida, com muita alegria. Somos das primeiras equipas a qualificarmo-nos, continuamos a ser o melhor ataque e, mais uma vez, sem golos sofridos. A qualificação é inteiramente justa.»
E houve também um agradecimento especial: «Quero agradecer aos açorianos pelo apoio incrível.»
«Queremos fazer história»
Capitão da equipa, Mateus Fernandes assumiu o orgulho pelo objetivo alcançado e apontou já ao desafio maior: conquistar um título que Portugal nunca venceu.
«Estamos muito felizes pelo objetivo alcançado. Vínhamos de um jogo em que não atingimos o nosso objetivo e sabíamos que ia ser difícil. Desde o início mostrámos fome e vontade de vencer e essa foi a chave do jogo», explicou. «Assumimos que queríamos ganhar o jogo e foi isso que fizemos. Queremos fazer história e fazer o que nunca foi feito em Portugal», reforçou.
O médio protagonizou ainda um momento de fair-play ao cumprimentar Peacock, autor do autogolo que fechou a goleada. «Foi algo natural. Nos meus últimos dois anos sofri e perdi vários jogos. O futebol serve também para nos ajudarmos uns aos outros. Tem de haver competitividade, mas somos todos colegas de profissão.»
Rodrigo Mora foi novamente decisivo, desta vez com um golaço de bicicleta que abriu caminho ao triunfo. O jovem, contudo, colocou o coletivo à frente do momento individual. «Ainda não vi o golo. Acho que foi um bom golo, mas o mais importante é a vitória e a qualificação, que este grupo merecia. Era um golo de que estava a precisar e ajudou a equipa, que é o que mais importa», afirmou.
Sobre a forma como Portugal celebrou o apuramento, Mora destacou a união do grupo: «Todos remamos para o mesmo lado. Queremos vencer este título que Portugal ainda não conquistou. Vimos uma equipa unida hoje.»
«Sabíamos que tínhamos de dar resposta depois de um jogo difícil, com alguns erros, mas hoje fizemos uma grande partida», concluiu.
Também Gonçalo Oliveira, autor do terceiro golo, falou de uma «noite especial» para a equipa e para o país. «Conseguimos o nosso objetivo. A equipa esteve muito bem, concentrada, com foco no objetivo e a tentar melhorar o que não tivemos no último jogo: a eficácia. Os golos foram fruto do trabalho da equipa. Estivemos bem defensivamente, nas primeiras e nas segundas bolas», afirmou.
O avançado explicou ainda os festejos do golo: «Foi para tirar a bruxaria. As coisas nem sempre correm bem. Tanto eu como os meus colegas damos tudo por este país.»
E revelou a origem do segundo festejo, já com toda a equipa: «Combinámos entre a equipa dedicar um golo ao mister Brás, que trata das bolas paradas, de imitar um cão. Foi engraçado e mostra a união da nossa equipa.»
Apesar da qualificação já garantida, deixou uma última garantia: «O trabalho está feito e agora é continuar. Temos um último jogo para ganhar.»