Linces adiam qualificação na Roménia
Num encontro intenso, em que se registaram 19 igualdades, oito das quais ao longo do 3.º quarto, com o último empate a verificar-se a 57s do apito final (93-93), Portugal não conseguiu garantir de imediato a qualificação para a segunda fase de apuramento para o Mundial de 2027, ao perder ante a Roménia, na Pitesti Arena, por 101-96 (27-22, 23-31, 26-20, 25-23) em embate a contar para a 4.ª jornada do Grupo B da primeira fase. Face à vitória da Grécia sobre Montenegro por 65-79, Linces perdem a liderança do grupo e passam para segundo, com os mesmos pontos que os montenegrinos.
Partida na qual os romenos alcançaram a primeira vitória na poule para manterem as aspirações quando faltam disputar duas jornadas em julho, e em que estiveram mais eficazes e fortes nos derradeiros 50 segundos ao construirem um parcial de 8-3 aproveitando sucessivos erros e más decisões de lançamento da Seleção.
Incluindo uma perda de bola de Travante Williams (3 res. 2 ass) a 15,4s do fim (98-96), com falta imediata. Ele que praticamente havia carregado a equipa ao marca 21 dos seus 33 pontos na 2.ª parte, 11 no 3.º período.
Se o conjunto liderado por Mário Gomes lutou até final e obrigou a 26(!) alternâncias na liderança, muito se deveu a Travante (3/7 em triplos) e a Ricardo Monteiro (17 pts, com 4/6 em triplos, 5 res). Sobretudo a partir do 2.º período, quando ambos trouxeram pontos para lá da linha dos 6,75m. Situação em que os lusitanos levaram demasiado tempo para responder aos donos da casa.
Quando Monteiro converteu o primeiro lançamento de três pontos da Seleção (29-25) no início do 2.º quarto, já a Roménia havia concretizado sete, atingindo o intervalo (50-53) com 11/7. Terminou com 17/32 (53,1%), com destaque para Daron Russell (29) e Milhai Maiuca (21), repectivamente com 7/11 e 6/7 em triplos.
Ora, os lançamentos longos – quatro dias antes (99-82), já haviam marcado 15 em 40 tentativas – era algo que o grupo havia referido que não podia repetir-se. Isso e a quantidade de ressaltos ofensivos permitidos (17), que deram hipóteses de segundos lançamentos em Coimbra. Até à ida para os balneário tinham cedido 7, e acabaram com 11, levando também a melhor na luta das tabelas (37-32).
Portugal voltou a sentir dificuldades na rotação defensiva e na pressão sobre a bola a meio-campo, que costuma ser uma das suas armas. Se Daniel Relvão (12) esteve também em destaque, houve outros, sobretudo no último quarto, que deviam ter sido retirados antes do selecionador o fazer, pois voltaram a tremer em momentos decisivos. Mas não o Travante.